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'O Esquadrão Suicida': filme traz 'força feminina' com novos personagens

Alice Braga como a guerrilheira Sol Soria no trailer de "O Esquadrão Suicida" - Reprodução/ Warner Bros. Pictures
Alice Braga como a guerrilheira Sol Soria no trailer de 'O Esquadrão Suicida' Imagem: Reprodução/ Warner Bros. Pictures

Camila Brandalise

De Universa

30/07/2021 12h02

Uma das estreias mais aguardadas do ano, "O Esquadrão Suicida" chega aos cinemas no dia 5 de agosto e traz novidades no elenco. Além da já conhecida personagem Arlequina, uma das principais figuras do grupo de supervilões vivida pela atriz Margot Robbie, a brasileira Alice Braga e a portuguesa Daniela Melchior também chegam com papéis de destaque.

Universa conversou com as duas "novatas" na história, que já teve um primeiro filme lançado em 2016, para que falassem sobre seus personagens e sobre a importância de mulheres os interpretarem. O novo longa não tem relação com o anterior. Desta vez, os vilões, entre eles a Caça-Ratos 2 de Daniela, são enviados para uma missão em uma ilha comandada por um ditador, contra quem luta uma guerrilha comandada por Sol Soria, vivida por Alice.


Alice Braga: "É maravilhoso haver representatividade em filmes que sempre falam de homens"

Para Alice Braga, houve um desejo de mostrar a "força feminina" por parte de James Gunn, que assina o roteiro e a direção do filme. "Acho maravilhoso ter uma representatividade assim em um filme desse tamanho, de gênero, que é um clássico a gente sempre ver falando de homens", diz.

Ela diz ainda que Gunn criou a personagem inspirado em mulheres guerrilheiras que existem ao redor do mundo. "Se baseou em personagens reais, até para o figurino, o fato de eu usar brinco, pulseira", conta.

A atriz Alice Braga  - Reprodução - Reprodução
A atriz Alice Braga
Imagem: Reprodução

Alice, por sua vez, buscou se basear em um grupo militar de mulheres curdas, parte de uma etnia do Oriente Médio que luta pela independência do território em que vivem. "Me baseei em diferentes mulheres de guerrilhas do mundo inteiro, mas especificamente nelas porque é um exército só de mulheres e achei superinteressante para criar a Sol."

Outro ponto que a atriz destaca é o fato de Gunn não colocar os americanos como "salvadores", outro lugar-comum em filmes do gênero. "Tem coisas ali que vão contra o clássico de o americano ser herói, ou todo mundo reverenciar o americano, o homem branco. Tem uma coisa muito legal, é muito potente o que o James trouxe para o filme."

"Estereótipos têm que ser quebrados", afirma atriz portuguesa

Fazendo sua estreia internacional, a portuguesa Daniela Melchior vive Caça-Ratos 2 — o número dois faz referência ao personagem original, um homem. É a primeira vez que a interpretação do papel é feita por uma mulher, mudança de gênero criada por Gunn.

Daniela Melchior, a Caça-Ratos 2 - Divulgação - Divulgação
Daniela Melchior, a Caça-Ratos 2
Imagem: Divulgação

"Isso é uma prova que estereótipos têm que ser quebrados logo quando somos crianças. Nessa época não temos filtro, nossa verdade é o que sentimos", diz Daniela.

E, com sua interpretação, traz também cenas emocionantes. "Eu me senti muito sortuda de fazer um filme dessa magnitude com um conteúdo tão bom. Acho que as pessoas vão se emocionar. Sou uma das personagens que a audiência vai poder ter acesso à história antes de chegar à missão. Há sempre oportunidade para ver batalhas, ação, mas poder ter emoção é tão bom", afirma.

Na conversa com Universa, Daniela também falou sobre feminismo e machismo. Em janeiro, quando um candidato à presidência de Portugal disse que sua opositora "não estava muito bem em termos de imagem", e que tem "lábios muito vermelhos", que pinta "como se fosse uma coisa de brincar", diversas personalidades do país iniciaram a campanha #VermelhoEmBelem, entre elas Daniela.

Nos posts, mulheres e homens aparecem usando batom vermelho, repudiando os comentários machistas do político. "Para mim, como atriz, é sempre bom poder usar as redes sociais a partilhar o que é importante para nós. Pode ser o dia a dia, a maneira como fazem as coisas. Eu gosto de usar a comunidade. Que diferença eu posso fazer? Só o fato de ler um post ou ler minha opinião e pensarem sobre isso já é ótimo."

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