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Mãe vida real, funkeira, feminista: brasileiras que já são 'ouro' nos Jogos

Rebeca Andrade durante apresentação nas Olimpíadas - Lindsey Wasson/Reuters
Rebeca Andrade durante apresentação nas Olimpíadas Imagem: Lindsey Wasson/Reuters

Mariana Gonzalez

De Universa

26/07/2021 04h00

As Olimpíadas 2021 de Tóquio mal começaram e já dão sinais de que terão as mulheres como verdadeiras protagonistas do evento.

Entre discussões sobre sexualização das atletas, representatividade racial e uso de linguagem neutra, são as mulheres, dentro e fora da Vila Olímpica, que estão pautando os assuntos mais relevantes dos Jogos.

As brasileiras, claro, não ficam de fora — conheça cinco que ganharam destaque nos primeiros três dias de Olimpíadas de Tóquio e que merecem a sua atenção até o final das competições:

Rayssa Leal

Aos 13 anos, a maranhense conquistou na madrugada desta segunda-feira (26), horário de Brasília, a primeira medalha de prata no skate street feminino, e fez história ao se tornar a medalhista mais jovem da história do país. O ouro ficou com a japonesa, também de 13 anos, Momiji Nishiya, que ainda viu a compatriota Funa Nakayama ficar com o bronze. Conhecida como "Fadinha", Rayssa ganhou notoriedade em 2015, quando um vídeo dela vestida com uma fantasia de fada fazendo manobras viralizou nas redes sociais. Rayssa chamou a atenção também pela leveza com que encarou a competição, quase sempre com sorrindo e mostrando estar se divertindo na competição. A atleta ainda falou sobre igualdade no esporte. "Podemos provar que não é só para meninos", afirmou Rayssa à TV Globo após a cerimônia de premiação.

Rebeca Andrade

A ginasta que disputa as Olimpíadas pela segunda vez, se apresentou na manhã de hoje ao som do funk "Baile de Favela" e garantiu a vaga em três finais individuais: no solo, no salto e também no individual geral, onde só teve pontuação menor que a estrela Simone Biles.

Natalia Lara

A narradora esportiva, uma das primeiras mulheres contratadas pela Globo para a função, se referiu a Quinn, atleta canadense do futebol, que é uma pessoa trans e não binária, pelo pronome neutro "elu".

Ao vivo, ela deu uma verdadeira aula sobre linguagem neutra — "Quinn é uma pessoa trans não binária, por isso a gente fala com pronome neutro. Elu está saindo, elu jogou muito bem", falou.

Karen Jonz

A skatista é foi a primeira mulher brasileira campeã mundial do skate vertical — título que conquistou nada menos que quatro vezes!

Neste ano, está participando das Olimpíadas como comentarista do esporte na SporTV e, ontem, na estreia da modalidade nos Jogos de Tóquio, deu um verdadeiro show de espontaneidade, brincando com o narrador Sérgo Arenillas: "Você fala diferente quando não tá filmando e quando tá filmando, fala mais impostado. Mas é muito bom nos dois".

Em outro momento, rebateu o narrador que disse que muito se fala sobre a maternidade no esporte, mas pouco se fala sobre a paternidade. "Porque provavelmente eles deixam o filho com a mãe", Jonz retrucou.

Cris Rozeira

Cristiane Rozeira ficou de fora da convocação da seleção brasileira para os Jogos de Tóquio, mas marca presença nas competições como comentarista das partidas, na Globo. Ontem, enquanto conversava com Galvão Bueno, ela mostrou a vida real por trás da tela do computador: seu filho Bento, de 4 meses, golfou em seu uniforme durante o intervalo.

"Galvão, o Bento acabou de me golfar a roupa inteira!", falou, ao vivo, representando muitas mães que estão em home office.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado, Rebeca Andrade participou dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

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