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Saiba quem é Rosana Leite de Melo, nova secretária do Ministério da Saúde

Rosana Leite de Melo foi nomeada para cargo no Ministério da Saúde - HRMS/Divulgação
Rosana Leite de Melo foi nomeada para cargo no Ministério da Saúde Imagem: HRMS/Divulgação

De Universa

18/06/2021 16h47

A Casa Civil nomeou nesta quinta-feira (17) a médica Rosana Leite de Melo como secretária extraordinária de enfrentamento à covid-19 do Ministério da Saúde. Nas suas redes, a oncologista já fez campanha para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas defendeu o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta e compartilhou artigo da microbiologista Natalia Pasternak defendendo a ciência.

Rosana substitui a infectologista Luana Araújo no cargo. Segundo informações que circulam nos bastidores, o veto a seu nome se deu porque a médica tem opiniões e convicções que vão no sentido contrário às de Bolsonaro, sobretudo em relação a temas como o uso de cloroquina/hidroxicloroquina e a validade ou não de medidas restritivas. Mas segundo o ministro da Saúde Marcelo Queiroga, a decisão foi dele porque a médica não se encaixaria em um determinado "perfil" que ele esperava contar.

Rosana é graduada em Medicina pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), e tem residência em cirurgia geral e em oncologia. Em 2014 foi nomeada como professora do curso de medicina na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e leciona no setor de cirurgia de cabeça e pescoço. Até agora, era a diretora do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, unidade de referência para o tratamento do novo coronavírus no estado.

No início da pandemia, Rosana adotou o uso da hidroxicloroquina em pacientes em estado grave que chegavam ao hospital. Numa live da qual participou em julho de 2020, sobre ações de enfrentamento adotadas no estado, ela defendeu que, por se tratar de uma emergência internacional, era lícito achar medicamento que curasse a doença. Além disso, lembrou, tratava-se de uma orientação do Ministério da Saúde utilizar o medicamento em pacientes graves.

"Já conhecemos um pouco mais do que sabíamos [na época], e chegou-se à conclusão de que a medicação não seria mais utilizada nos pacientes graves", explica na live.

Mesmo sem comprovação científica, porém, a unidade segue prescrevendo o medicamento a pessoas que estejam na fase inicial da doença e que manifestam a vontade de toma-lo. Mas somente após paciente e médico assinarem um termo de consentimento.

"Vivemos o paradigma da medicina baseada em evidências, mas quando falamos na falta de evidências, não quer dizer que elas não existam, mas podem ser fracas o suficiente", diz.

"A autonomia do paciente é respeitada, e a do médico também. O que existe é um termo de consentimento livre e esclarecido, em que se discute junto o risco e provavelmente o benefício."

Campanha a Bolsonaro e defesa à ciência

Na sua página no Facebook, Rosana compartilhou recentemente um artigo da microbiologista Natalia Pasternak, em que a especialista defende que a ciência mostrou-se essencial para trazer soluções para a pandemia. O texto foi publicado na revista Crusoé.

Também na rede, a nova secretária postou um vídeo que circulou na internet em que ex-funcionários prestam uma homenagem ao ex-ministro Luiz Henrique Mandetta após a sua demissão. Ele era contra o uso da cloroquina para o combate ao coronavírus, e foi desligado em abril de 2020 após constantes embates com Bolsonaro.

Ao jornal Correio do Estado, a nova secretária afirmou ontem que tem uma visão totalmente alinhada com o ministro da Saúde Marcelo Queiroga. E pelos seus posts, ela aparenta ser também alinhada com Bolsonaro. Em 2018, Rosana fez campanha virtual para o mandatário durante as eleições.

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