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Ingredientes naturais estão em alta na beleza. O que isso significa?

Pele; sardas; ingredientes naturais - Getty Images
Pele; sardas; ingredientes naturais Imagem: Getty Images

Bárbara Canever

Colaboração para Universa

03/06/2021 04h00

Em uma dieta alimentar, a qualidade e a origem dos ingredientes têm importância fundamental para a organização do cardápio. Quanto mais fresquinhos, de boa procedência e saborosos, melhor. A mesma lógica, hoje, entra para a conta dos produtos de beleza. O consumidor está cada vez mais interessado na pureza e na qualidade das fórmulas dos cosméticos.

Em uma pesquisa recente da GlobalData, que ouviu pessoas de 40 países, apontou que as matérias-primas de cosméticos mais atraentes são vitaminas e os extratos vegetais, vindos de frutas e outros recursos naturais, tendência nomeada como farm-to-face ( da fazenda para a face, em tradução livre).

"Não é surpreendente, uma vez que esses ingredientes representam uma 'auréola de saúde' devido à reputação de 'natural'", destacou a empresa responsável no relatório.

Ingredientes naturais e alta tecnologia ditam a nova onda de cosméticos limpos - Getty Images - Getty Images
Ingredientes naturais e alta tecnologia ditam a nova onda de cosméticos limpos
Imagem: Getty Images

Mas o que é mesmo natural?

Ao contrário do que se poderia imaginar, o natural saiu da associação artesanal e, agora, precisa oferecer alta tecnologia para convencer de que não perde em performance. Se antes a moda ditava quais eram os superalimentos, hoje eles estão diluídos em séruns, cremes e máscaras faciais.

"O que leva o rótulo de natural vem das substâncias da natureza. Pode ser feito de plantas, de animais e de minerais. É importante mencionar que não necessariamente aquilo que é natural é vegetal ou vegano", já explicou Ana Carolina Ribeiro, diretora da Associação Brasileira de Cosmetologia.

Logo, a proposta é aproveitar a máxima eficácia do que é vegetal e, por outro lado, também sintetizar em laboratório alternativas limpas para o que tem origem animal — assim, são capazes de integrar receitas veganas sem prejuízo à eficácia. Já existem alguns exemplos, como o óleo de esqualano, antes extraído dos tubarões e, hoje, da cana-de- açúcar.

Nos dois casos, o objetivo é o mesmo: o desenvolvimento de fórmulas cada vez mais limpas e alinhadas aos desejos de sustentabilidade, confiabilidade e não toxicidade dos consumidores — especialmente os mais jovens.

"É claro que o uso de frutas e extratos vegetais é ótimo, mas o apelo ao natural está relacionado a outros pontos da combinação, como o uso de óleos essenciais em vez de óleo mineral, ausência de parabenos e de corantes artificiais, nenhum ingrediente suspeito ou cancerígeno na formulação", ressalta a dermatologista Ana Lívia Bagatini.

Ingredientes e ativos para ficar de olho

Cogumelos

O ácido kójico, substância clássica para tratamento de manchas e uniformização da pele, vem do cogumelo koji. Agora, a indústria está de olho em outras espécies. Já se sabe, por exemplo, que algumas são ricas em substâncias anti-inflamatórias.

Mel

O mel e seus derivados, como a geleia real e o própolis, têm propriedades cicatrizantes e antioxidantes. É rico em vitaminas B e C, minerais e açúcares.

Cana-de-açúcar

Ela é uma das fontes dos AHAs, os ácidos alfa-hidroxiácidos. São eles: glicólico, lático, cítrico, mandélico, ascórbico e málico. É uma família bem conhecida do skincare. "Estimula a renovação celular da pele, melhorando a textura e a uniformidade", explica o pesquisador e farmacêutico Maurizio Pupo, de São Paulo.

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