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Tudo o que você precisa saber sobre melasma: o que é e como tratar

A modelo Mariana Goldfarb tem melasma no buço, uma das regiões mais comuns de aparecimento deste tipo de manchinha - Reprodução/Instagram
A modelo Mariana Goldfarb tem melasma no buço, uma das regiões mais comuns de aparecimento deste tipo de manchinha Imagem: Reprodução/Instagram

Luana Kondrat

Colaboração para Universa

25/04/2021 04h00Atualizada em 25/04/2021 18h14

Basta uma temporada de calor com alguns dia de sol e lá estão elas: manchas acastanhadas, pequenas ou grandes, sobre a pele do rosto. Estamos falando do melasma, uma característica mais comum do que se imagina.

"Ele consiste em um distúrbio caracterizado pelo surgimento de marcas em tom de marrom, simétricas e assintomáticas, que acometem principalmente as regiões das bochechas, acima dos lábios, queixo e testa", explica a dermatologista Anna Maria Machado Ganem, de Brasília.

O primeiro passo para contornar essa disfunção é o diagnóstico. Só assim o médico dermatologista poderá indicar a melhor solução e os produtos que devem fazer parte da rotina.

O que causa o melasma?

A causa, em si, ainda é desconhecida. Entretanto, diversos fatores de risco contribuem para o surgimento do melasma. O principal deles é a exposição solar, hábito que colabora tanto para o surgimento, quanto para os períodos de piora e recorrência do quadro.

"Pessoas com melasma possuem melanócitos hiperfuncionantes, que reagem na presença da radiação solar ou das luzes artificiais e produzem mais melanina que o normal", esclarece a dermatologista Hillane Rodrigues, da Bahia.

Existe ainda uma relação direta entre o melasma e as flutuações dos hormônios femininos. Não raro, ele aparece ou piora com o uso da pílula anticoncepcional ou na gestação. Em situações mais raras, também pode aparecer quando há o aumento do estresse oxidativo. "É aquele que ocorre nas células em consequência de esforços físicos intensos, uso de alguns medicamentos ou distúrbios psicológicos, como a ansiedade", explica Anna.

É verdade que o melasma atinge mais as mulheres?

Sim! Entre 80 e 90% dos pacientes são mulheres. "Durante a fase reprodutiva, os níveis dos hormônios femininos em circulação aumentam e atuam como fatores que desencadeiam da doença", relembra Anna.

Melasma tem cura?

Infelizmente, não. Ele é um problema crônico, mas controlável. Hoje, é possível mantê-lo adormecido com medidas adotadas para cada caso por um dermatologista.

Quais são os tratamentos disponíveis no consultório médico?

Em geral, o plano de tratamento inclui a associação de produtos cosméticos e procedimentos em consultório, tais como:

Microagulhamento

Neste tratamento, são utilizadas agulhas minísculas que criam pequenos orifícios na pele, provocando o estímulo da produção de colágeno. Em geral, é associado à técnica de drug delivery, isto é, aplicação medicamentosa nas pequenas lesões propositalmente causadas durante o protocolo.

Peeling químico

Trata-se da aplicação de ativos cosméticos de alta performance e concentração para provocar a renovação da pele em esfoliações ou danos controlados. É quando o organismo entende que foi atacado e precisa regenerar a região. O resultado varia conforme a substância adotada, mas, em geral, se dá pelo clareamento ou ações antioxidante e anti-inflamatória.

Laser para melasma - Reprodução/Pexels - Reprodução/Pexels
Laser específico "quebra" os pigmentos em excesso, que depois são eliminados naturalmente pelo organismo
Imagem: Reprodução/Pexels

Mesoterapia

Consiste na aplicação de determinadas substâncias por meio de injeções intradérmicas. O objetivo é, novamente, estimular a renovação celular de dentro para fora.

Lasers despigmentantes

Feixes de luz ultrarrápidos atingem as partículas selecionadas por sensibilidade à cor. Eles fragmentam os pigmentos, que depois são eliminados naturalmente pelo organismo. .

Como cuidar do melasma em casa?

Além dos tratamentos clínicos, os cosméticos também são bem-vindos para cuidado em casa. O mais importante deles é o protetor solar — que, no caso de quem sofre com manchas fotossensíveis, deve ser com cor. Os pigmentos da base formam mais uma barreira física na pele, além do filtro químico.

Ele é fundamental para dias ensolarados e passeios ao ar livre, é claro, mas também para realizar as tarefas cotidianas em casa, uma vez que luz visível e a iluminação artificial, como das telas, também funcionam como estimulantes.

Ativos antioxidantes, como a vitamina C, e uniformizadores, como a niacinamida, também ajudam gradativamente a homogeneizar a pele.

Nécessaire anti-melasma

Um arsenal de ativos para acalmar e reduzir a hiperpigmentação. A ideia é que sejam usados separadamente, exceto no caso dos protetores, e sob orientação médica.

Solução de ácido tranexâmico, Creamy - Divulgação - Divulgação
Solução de ácido tranexâmico, Creamy. R$79
Imagem: Divulgação

Solução de ácido tranexâmico, Creamy

A fórmula conta com quatro ativos interessantes para quem tem melasma. O carro-chefe é o ácido tranexâmico, que tem atividade anti-inflamatória e uniformizadora para reduzir a hiperpigmentação da pele. Junto dele, vem ainda ácido glicólico, que promove uma esfoliação química superficial para renovação da camada superior da pele, e a niacinamida, outro ativo de ação corretora, que também reduz a sensibilidade. Por último, o alfa-arbutin, despigmentante que trabalha de forma gradual. Deve ser aplicado à noite, em dias alternados e depois do teste de tolerância. Não se esqueça do protetor solar pela manhã.

Solução Niacinamida, Simple Organic. R$145 - Divulgação - Divulgação
Solução Niacinamida, Simple Organic. R$145
Imagem: Divulgação

Solução Niacinamida, Simple Organic

Veja só a niacinamida aqui novamente — desta vez, como protagonista. Este sérum contém o ingrediente em solução de 10%. Ele promete efeito estabilizador na função barreira cutânea e é clareador, atuando na redução de melasmas e rosácea. É anti-inflamatório e seborregulador, isto é, diminui a oleosidade em excesso. Também tem atividade anti-poluição e antioxidante contra a luz azul e raios UV (mas não substitui o protetor, ok?).

Protetor solar com cor BB For Sports, Shiseido. R$299 - Divulgação - Divulgação
Protetor solar com cor BB For Sports, Shiseido. R$299
Imagem: Divulgação

Protetor solar com cor BB For Sports, Shiseido

Cheio de tecnologia, este protetor solar com cor é um parceiro de quem pratica esportes ou precisa de fixação impecável. Um dos principais atrativos é a fórmula WetForce, desenvolvida pela marca, que contém um íon sensor mineral de carga negativa. Quando ele entra em contato com água, que tem íons de carga positiva, imediatamente se juntam. Essa ligação aos minerais da água ou da transpiração cria um filme sob a pele e, quanto mais você transpira, mais intensa se torna a proteção. Ele também aguenta até 80 minutos de mergulho.

Protetor solar em stick de alta proteção, Adcos. R$149 - Divulgação - Divulgação
Protetor solar em stick de alta proteção, Adcos. R$149
Imagem: Divulgação

Protetor solar em stick de alta proteção, Adcos

Tem cobertura de base e até dispensa a maquiagem depois, no caso de quem usa. O formato em bastão facilita não só a primeira camada, como a reaplicação ao longo do dia também — o ideal é que ela aconteça a cada três ou quatro horas. A marca ainda promete alta proteção, inclusive contra as luzes das telas.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que ilustrava a foto anterior da reportagem, com o rosto da modelo Mariana Goldfarb, manchas de melasma não são iguais às sardas.

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