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"Tretinhas de verão": como evitar candidíase e aproveitar biquíni sem medo

Ana Bardella e Nathália Geraldo

De Universa

25/02/2021 15h32Atualizada em 26/02/2021 10h21

No segundo painel da quarta edição de Universa Talks, a campeã mundial de SUP, Nicole Pacelli, compartilhou suas dicas para manter a saúde ginecológica em dia, mesmo passando muito tempo na praia. "Sempre que eu saio do mar, troco o biquíni. Isso me ajuda muito, essa é a maior dica para evitar a candidíase", conta.

Também participaram da conversa, mediada pela editora de Universa, Bárbara dos Anjos, a médica ginecologista Larissa Cassiano e Thiane Nascimento, artista e idealizadora do projeto Pelvika.

De acordo com Larissa, a candidíase é realmente um dos maiores incômodos femininos quando o assunto é a saúde íntima. "Infelizmente as condições de roupa e tempo que ficamos expostas na piscina e academia acabam aumentando o risco de problemas ginecológicos, principalmente candidíase". Ela explica que passar muito tempo sentada na areia, em contato com o biquíni molhado, altera a a flora vaginal.

Nicole - UOL - UOL
Nicole Pacelli, campeã mundial de SUP, participa do Universa Talks
Imagem: UOL

"A água do mar tem muito sal, a piscina tem cloro. A vagina sofre com tudo isso", avisa a ginecologista. Por isso, explica, é importante chegar em casa depois de horas no mar ou na piscina, tomar um banho, secar bem a região íntima e, sempre que possível, ficar sem calcinha.

Outra dica tem a ver com a higienização: "A vulva tem que ser lavada, mas a vagina não. Não temos que introduzir nenhum tipo de sabonete, a limpeza deve acontecer só na parte externa."

Parte importante da saúde íntima é deixar a vulva bem hidratada. Para isso, Larissa indica o uso de óleo de coco na região. "É um produto fácil de encontrar e que funciona muito bem para essa finalidade".

Fabi Gomes - UOL - UOL
Fabi Gomes apresenta o Universa Talks
Imagem: UOL

Quer evitar problemas? Deixe a pélvis livre

Thiane conta que é bailarina e sempre teve uma conexão intensa com o corpo, mas só compreendeu a importância disso com o passar do tempo. "Uma pessoa que rebola está sempre sujeita a ser criticada, estigmatizada. Entendi que existe uma conotação política", comenta. Ela defende o uso de shortinhos largos, para sentirmos vibrar nossa musculatura e também para a área respirar. "A roupa de lycra deixa a gente mais gostosa, mas não sei se isso é importante para nossa saúde. Se sentir gostosa pode ser se sentir livre, bem cuidada".

Hoje, ela atua em um projeto voltado para práticas de autocuidado. "A preocupação é fazer as pessoas entenderem como elas se relacionam e cuidam do seu corpo", explica.