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Adolescente é assaltada e assediada por motoqueiro em João Pessoa

Família de vítima registrou um Boletim de Ocorrência relatando o caso e denunciando o suspeito por importunação sexual - TV Cabo Branco/Reprodução
Família de vítima registrou um Boletim de Ocorrência relatando o caso e denunciando o suspeito por importunação sexual Imagem: TV Cabo Branco/Reprodução

Júlia V. Kurtz

Colaboração para Universa, em Passo Fundo (RS)

22/02/2021 18h40

Uma adolescente de 17 anos foi assaltada e sofreu assédio de um motoqueiro. O crime ocorreu na manhã de sábado (20) no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa. A polícia acredita que o suspeito, conhecido como "homem da moto preta", seja responsável por outros crimes ocorridos na região.

Segundo a Delegacia Especializada da Mulher de João Pessoa, que investiga o caso, a vítima havia saído de casa para comprar comida. Em algum momento durante o trajeto, passou a ser perseguida pelo suspeito, que esperou que ela estivesse em um local pouco movimentado para abordá-la.

Em seguida, anunciou o assalto e exigiu que ela entregasse o celular. A adolescente não estava com o aparelho no momento e foi obrigada a entregar o dinheiro da comida - R$ 25. Depois disso, o suspeito passou a mão no corpo da vítima e fugiu.

A família registrou um Boletim de Ocorrência relatando o caso e denunciando o suspeito por importunação sexual. De acordo com a polícia, a vítima ainda está em choque devido ao ocorrido e não tem saído do próprio quarto.

A identidade do suspeito ainda é desconhecida, mas a polícia suspeita que ele seja o responsável por outros crimes ocorridos na região.

A violência sexual contra a mulher no Brasil

No primeiro semestre de 2020, foram registrados 141 casos de estupro por dia no Brasil. Em todo ano de 2019, o número foi de 181 registros a cada dia, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Em 58% de todos os casos, a vítima tinha até 13 anos de idade, o que também caracteriza estupro de vulnerável, um outro tipo de violência sexual.

Como denunciar

Vítimas de violência sexual não precisam registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde, mas o exame de corpo de delito só pode ser realizado com o boletim de ocorrência em mãos. O exame pode apontar provas que auxiliem na acusação durante um processo judicial, e podem ser feitos a qualquer tempo depois do crime. Mas por se tratar de provas que podem desaparecer, caso seja feito, recomenda-se que seja o mais próximo possível da data do crime.

Em casos flagrantes de violência sexual, o 190, da Polícia Militar, é o melhor número para ligar e denunciar a agressão. Policiais militares em patrulhamento também podem ser acionados. O Ligue 180 também recebe denúncias, mas não casos em flagrante, de violência doméstica, além de orientar e encaminhar o melhor serviço de acolhimento na cidade da vítima. O serviço também pode ser acionado pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

Legalmente, vítimas de estupro podem buscar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para tomar medicação de prevenção de infecção sexualmente transmissível, ter atendimento psicológico e fazer interrupção da gestação legalmente. Na prática, nem todos os hospitais fazem o atendimento. Para aborto, confira neste site as unidades que realmente auxiliam as vítimas de estupro.