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Beijo sem língua, oração pós orgasmo: as surpresas do sexo com gringos

Quatro mulheres contam o que ouviram dos estrangeiros na hora H - nd3000/Getty Images/iStockphoto
Quatro mulheres contam o que ouviram dos estrangeiros na hora H Imagem: nd3000/Getty Images/iStockphoto

Priscila Carvalho

Colaboração para Universa

07/02/2021 04h00

Se já é difícil alinhar as expectativas e, às vezes, sair satisfeita de dates nos quais você domina a cultura, a religião e o idioma, imagina quando o parceiro é de outras nacionalidades, com costumes diferentes no beijo, na afetividade e até no sexo. Eu mesma, durante meu intercâmbio em Dublin, na Irlanda, conheci alguns amores, mas que eram totalmente diferentes dos homens que já havia me relacionado no Brasil.

Lembro que uma vez saí com um espanhol que não beijava de língua. Ele dizia que isso era algo muito íntimo e até sexual. Se fosse para transar ou estabelecer um relacionamento, a língua poderia fazer parte. Caso contrário, era como se fosse um beijo técnico mesmo.

Outra vez, ao sair com um lituano, percebi que ele não sabia o que era preliminar: achava que o sexo era beijar e ir para o ato em si, sem qualquer aquecimento. Tentei explicar, mas vi que isso não fazia parte da cultura dele. Fui embora bem decepcionada e nunca mais quis vê-lo.

E não fui só eu que tive experiências bem diferentes com parceiros de outras nacionalidades. Abaixo, quatro mulheres contam a Universa o que ouviram dos estrangeiros na hora H.

"No meio da transa, ele abriu o YouTube para ver vídeos aleatórios"

Jo - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

"Eu estava transando com um italiano, ele não falava inglês direito. Como não tinha muito tempo no país, meu idioma não era muito bom, tentávamos nos comunicar como dava, e a gente arriscava se virar no espanhol

Durante a transa, ele lançava assuntos bem aleatórios e eu não sabia se ele falava aquilo para descontrair ou porque era sem noção mesmo. No meio do sexo, ele soltou 'Sabia que eu tenho uma remela [gemela, em espanhol]?'. Eu fiquei sem entender nada e comecei a mexer no olho dele, falei que não tinha nada ali. Ele continuava insistindo, até que eu entendi que ele queria dizer que tinha uma irmã gêmea.

Uma outra vez, conheci um angolano e durante o sexo, ele ligou o celular e colocou no Youtube. Eu fiquei sem entender e até pensei que ele ia colocar um filme pornô ou algo do tipo. Mas passou bem longe disso. Eram simplesmente vídeos aleatórios e quando eu perguntei por que ele estava fazendo aquilo, ele disse que gostava." Joanna Pimentel, 25 anos

"Logo após o orgasmo, ele ajoelhou e rezou"

Patricia - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

"Já namorei com pessoas de várias nacionalidades e tive dois casamentos com homens que não eram brasileiros. Lembro que quando tinha 21 anos e ainda morava em Londres, estava em um bar e comecei a paquerar um egípcio.

No meio da conversa, ele perguntou se eu acreditava em Deus e qual a minha religião e costumes. Estranhei as perguntas, mas até aí, tudo bem. Depois disso, papo vai, papo vem, fomos para a casa dele e começaram beijos e abraços, até que decidimos transar.

Logo após o orgasmo, ele desceu da cama, começou a orar alto e eu levei um super susto. Foi uma coisa bem surreal e eu só queria sair dali correndo. Ele então me explicou que os muçulmanos estavam no mês do ramadã e que era normal fazer isso ao longo do dia.

Já com o meu atual marido, durante as nossas primeiras saídas, ele me perguntou se eu gostava de U2. Fiquei pensando o que poderia ser e para não parecer careta, preferi falar que dependia da hora. Depois de anos, fui saber que ele estava se referindo à banda de rock e que os catalães traduzem a sigla e falam 'u dois' mesmo. Lembro que só ria, achei bem diferente.

Embora tenha estranhado todos esses hábitos na época, creio que não podemos discriminar uma pessoa pela nacionalidade, raça e até religião. Todas essas experiências foram únicas e minhas." Patrícia Cassemiro, 50 anos

"Ele usou mímica para me sugerir uma posição na transa"

Stefany - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

"Namoro um belga e a gente nunca teve muito problema no sexo. Porém, logo nos primeiros encontros, eu não falava francês nem inglês e algumas coisas ficavam difíceis de entender. Teve uma vez que ele queria que eu ficasse em uma posição bem específica e eu não estava entendendo. Aí então ele começou a fazer mímica, gestos e mostrar o número 4. Foi bem engraçado na hora.

Outra vez, quando ele veio me visitar no Brasil, o levei ao motel e ele ficou encantado. Como não tem isso na Europa, pensei que poderia ser uma experiência diferente. De fato foi, mas quando chegamos lá, ele perguntou para a moça que horas era o check in e check out. Na hora eu ri e expliquei que não funcionava assim. Ele amou a janelinha que recebe a comida, café da manhã e tudo dentro quarto.

No meu aniversário, ele tentou me presentear e fez uma surpresa reservando uma estadia em um hotel. Mas, ao chegar lá, vi que sem querer ele reservou um motel mesmo, por engano. Ele tinha agendado e pedido flores, velas e várias coisas românticas. Mesmo com o 'erro', eu gostei e foi super romântico." Stephany Silva, 27 anos

"Da primeira vez, o beijo era só com os lábios, sem língua"

"Namoro um alemão e logo que nos conhecemos, ele já deixou bem claro que gostou de mim e não mediu esforços para me encontrar onde eu estivesse. Não teve joguinho como eu estava acostumada aqui no Brasil.

Quando nos reencontramos, o flerte rolou boa parte da noite, até nos beijarmos pela primeira vez. Eu já estava toda cheia de expectativas, mas que se frustraram logo em seguida quando o beijo só tinha lábios e nada de língua.
Eu fiquei sem entender, mas não forcei nada justamente pela diferença de nacionalidade. Porém, como eu via potencial nele, resolvi conversar sobre isso logo no dia seguinte e, para a minha surpresa, na cultura dele o beijo de língua era mais íntimo do que o sexo. Tratei logo de dividir parte da minha cultura com ele para acertarmos essa questão do beijo.

Quanto ao sexo, tive uma boa surpresa. Não sei se é ele, questão cultural ou até química, mas sinto que tem muito mais entrega e que ele prioriza o que eu estou disposta ou não a fazer. Nunca pediu para não usarmos camisinha —essa eu acho uma grande diferença com relação aos brasileiros. Além disso, também acho que eles vão direto ao ponto. Sem enrolação, joguinhos ou coisas do tipo." Julia (nome trocado a pedido), 29 anos

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