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Super Bowl terá primeira mulher como árbitra em partida neste domingo

Sarah Thomas se tornará a primeira árbitra a apitar uma partida do Super Bowl - Getty Images
Sarah Thomas se tornará a primeira árbitra a apitar uma partida do Super Bowl Imagem: Getty Images

Júlia Flores

De Universa

06/02/2021 12h42

Sarah Tomas está prestes a entrar para a história. Neste domingo (07), ela se tornará a primeira mulher a arbitrar uma partida do Super Bowl, principal campeonato de futebol americano dos Estados Unidos, em uma disputa entre os times Tampa Bay Buccaneers e Kansas City Chiefs.

O quadro de mulheres com destaque na NFL (Liga Nacional de Futebol Americano) está aumentando nos últimos tempos. A equipe dos Buccaneers, por exemplo, integrou duas profissionais à comissão técnica do time, um ano depois que Katie Sowers, do San Francisco 49ers, tornou-se a primeira treinadora da liga.

Lori Locust, assistente do Tampa Bay Buccaneers, time finalista da NFL - Getty Images - Getty Images
Lori Locust, assistente do Tampa Bay Buccaneers, time finalista da NFL
Imagem: Getty Images

Lori Locust, treinadora da linha defensiva, e Maral Javadifar, preparadora física assistente, foram anunciadas como as novas contratações do Buccaneers. Muito dessas mudanças no quadro de colaboradores da NFL se devem a iniciativas de diversidade implementadas pela organização.

Entre os programas estão a Bill Walsh Diversity Coaching Fellowship, criado em 1987, e o Women's Careers in Football Forum, iniciativa de 2017 de incentivo a mulheres e pessoas não brancas a participarem do esporte. Grande parte das mulheres que passaram a atuar na NFL nos últimos anos foram selecionadas a partir dessas atividades.

Jen Welter, a primeira mulher a trabalhar na NFL, pela liga Champions Indoor Football, disse, em entrevista recente para o jornal The New York Times, que teve medo de aceitar o convite para atuar em um time masculino. "Eu fui uma atleta muito vitoriosa -duas medalhas de ouro, oito participações no Pro Bowl- e também tinha mestrado em psicologia do esporte e doutorado em psicologia, mas meu instinto foi dizer não, porque não havia outras mulheres. E representatividade faz diferença".

Apesar das iniciativas para aumentar a diversidade no futebol americano, os números ainda jogam contra. Em 2018, a NFL teve a maior quantia de treinadores principais não brancos a comandar as equipes - oito profissionais para uma liga que tem 70% de jogadores negros. Esse é o mesmo tanto de mulheres que hoje estão empregadas nas comissões técnicas da NFL.

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