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Bruxona mesmo: tudo o que você precisa saber sobre o estilo "witchcore"

A estudante gaúcha - e bruxa moderna - Erica Vasconcelos.  - Reprodução/Instagram
A estudante gaúcha - e bruxa moderna - Erica Vasconcelos. Imagem: Reprodução/Instagram

Jessica Arruda

Colaboração para Universa

12/01/2021 04h00

Se você é uma daquelas que se define como "neta de bruxa que não conseguiram queimar", vai adorar essa modinha que está fazendo sucesso nas redes sociais. No TikTok - o novo berço de tendências, dado que o street style já não é mais o mesmo em tempos de isolamento social - o "witchcore" é o estilo com pegada gótica nada suave, que vem ganhando adeptas apaixonadas.

Para quem nunca ouviu falar, o termo surgiu nos feeds para descrever as novas bruxonas. Saiu das telas para a vida real com elementos dark e um toque místico.

"Os novos modelos estéticos na verdade são subgêneros de culturas que já existem, ou uma mistura deles. O 'witchcore' é um movimento que se baseia em aspectos do ocultismo, da natureza e uma estética gótica com um toque dos anos 70", conta Paola Sanguin, professora da Sigbol Fashion.

Bruxaria moderna

Só no TikTok, já existe uma parcela considerável de pessoas que se identificam com este conceito - independente de credo ou religião. Puro escapismo mesmo que a moda oferece.

A hashtag #witchcore, que acompanha fotos dos looks das bruxas modernas, ultrapassa 22,5 milhões de visualizações, enquanto a #witchesoftiktok chega a 1,3 bilhão de views.

Mesmo bombando nas redes sociais nos últimos meses, essa tendência não é nova. Quem não se lembra da vocalista Stevie Nicks, da banda Fleetwood Mac, que revelou a estética em seu visual setentinha anos atrás com seus vestidos boêmios, chapéus e sapatos que dariam inveja a qualquer bruxa moderna?

O witchcore faz justamente esta releitura de elementos já vistos, apresentando características bem particulares em looks que transitam entre o gótico tradicional, como da cantora Sharon den Adel do Within Temptation, ao visual antiguinho como de Florence Welch, da banda Florence and the Machine.

De soft girl à bruxa moderna

E foi inspirada no estilo destas cantoras (e das redes sociais) que a estudante gaúcha Erica Vasconcelos aderiu ao visual witchcore em 2018. Entre tantos estilos alternativos, ela se identificou com este pela liberdade em usar roupas e acessórios que refletem não só sua personalidade como também autoestima.

Aos 20 anos, a influencer com mais de 300 mil seguidores no Instagram conta que já foi uma soft girl. E que a mudança drástica no visual aconteceu na mesma época em que revelou sua sexualidade. Assim, o visual 'witchcore' serviu também como uma ferramenta para deixar de lado o estilo "menininha" e se descobrir como mulherão.

"Decidi que queria ter algo que mostrasse mais o meu lado intenso, introspectivo e poderoso. E essa pegada que o 'witchcore' traz, foi no meio de todas essas referências que me encontrei".

Nos looks diários, Erica aposta em tons escuros que deixam a produção mais pesada. Ela explica que, com o armário repleto de roupas pretas (tem apenas uma peça vermelha e outra roxa), fica fácil combinar as peças entre si.

Entre as sugestões, estão opções que vão desde calças coladas com desenho de pentagrama até t-shirts com estampas de lua, gatos pretos e a palavra "witch". Também não faltam vestidos com a silhueta bem marcada e bom caimento, além de transparências e saias adornadas com correntes.

"Não posso deixar de falar dos acessórios como sapatos, que carregam uma pegada trevosa, vintage, com plataforma alta e até mesmo tênis. Correntes e cintos pesados também não podem faltar".

Embora seja a preferência de Erica, nem só de preto vive a estética do TikTok. Além das roupas carregadas, a moda witchcore também pode ser vista em produções leves, porém marcantes. Como as últimas coleções de Alessandro Michele para a Gucci, por exemplo, que apresenta detalhes que podem ser facilmente incorporados no visual: golas retrô, tecidos fluidos e até mesmo mangas bufantes.

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