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Papo de vagina

Dicas e cuidados para 4 mudanças que acontecem na vagina com a menopausa

Com a diminuição dos níveis de estrogênio, alguns sintomas afetam a saúde íntima feminina  - Teerasak1988/Getty Images/iStockphoto
Com a diminuição dos níveis de estrogênio, alguns sintomas afetam a saúde íntima feminina  Imagem: Teerasak1988/Getty Images/iStockphoto

Heloisa Noronha

Colaboração para Universa

09/01/2021 04h00

O climatério e a menopausa costumam impor uma série de transformações na vida da mulher. Entre as mudanças físicas mais significativas, estão aquelas que envolvem a vagina. Com a diminuição dos níveis de estrogênio, o hormônio feminino, e a interrupção da fase reprodutiva, alguns sintomas afetam a saúde íntima feminina.

Mas esse assunto não precisa ser tabu. Com orientação médica e cuidados adequados, é possível minimizar os desconfortos. Saiba quais são as principais alterações:


Ressecamento
É o sintoma mais comum e pode dar as caras logo no climatério, o período que antecede a menopausa e que pode durar anos - vale lembrar que a menopausa só é clinicamente estabelecida quando a mulher deixou de menstruar por mais de um ano ininterrupto. Durante o sexo, o uso de um lubrificante à base de água ou óleo de coco ajuda a driblar o desconforto com a penetração. No entanto, algumas mulheres também relatam incômodo com a secura vaginal no dia a dia, em atividades rotineiras. A entrada da vagina fica mais sensível, provocando dor e ardência. Hidratantes vaginais à base de água ou produtos com ácido hialurônico reduzem significativamente essa sensação ruim, mas devem ser adotados sob orientação médica.

Flacidez
Conforme a mulher vai envelhecendo, o tônus muscular do corpo todo se altera por conta da perda progressiva de colágeno. O mesmo acontece com a musculatura do assoalho pélvico, região que sustenta a vulva: pode ocorrer uma atrofia acelerada pela diminuição de hormônios, produzindo um estreitamento do canal vaginal e, obviamente, dor e desconforto durante as relações sexuais. Uma terapia de reposição hormonal adequada pode ajudar, assim como sessões de fisioterapia pélvica com exercícios e uso de dilatadores vaginais.

Tecidos vaginais fragilizados
Outra consequência da redução hormonal e de colágeno. Eles ficam mais finos e menos elásticos. Em decorrência disso, a mulher pode ter uma tendência maior a algumas fissuras, lesões e até sangramentos, já que o atrito do pênis durante a penetração pode ferir o epitélio da vagina. Além da terapia de reposição hormonal, um tratamento que costuma apresentar bons resultados é o laser vaginal, que estimula a formação de colágeno na região e ajuda a aumentar a lubrificação, reduzindo dores e desconfortos.

Alterações no pH
Mudanças na flora vaginal podem modificar não só o odor da área íntima como torná-la mais suscetível a infecções como a Gardnerella, que acontecem com uma frequência maior. A Gardnerella se manifesta por desconforto genital, coceira, secreção amarelada e odor bastante acentuado. As terapias de reposição hormonal e o uso de hidratantes locais podem combater esses problemas, mas é imprescindível comparecer às consultas ginecológicas e fazer os exames de rotina. Corrimentos exigem atenção, sob o risco de afetar a uretra e causar uma infecção urinária.

Fontes consultadas: Isabela Barboza, ginecologista do Hospital 9 de Julho, em São Paulo (SP); Maurício Abrão, ginecologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, e Rodrigo de Freitas, ginecologista e mastologista do Hospital Samaritano, em São Paulo (SP)

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