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Tarô para iniciantes: 11 respostas para dúvidas sobre leitura das cartas

Tarô pode ser consultado com intervalo de no mínimo três meses, diz especialista - humonia/Getty Images/iStockphoto
Tarô pode ser consultado com intervalo de no mínimo três meses, diz especialista Imagem: humonia/Getty Images/iStockphoto

Claudia Dias

Colaboração para Universa

23/11/2020 04h00

Certamente você já ouviu falar sobre tarô (ou, no francês, tarot), mas talvez não entenda o que esse baralho tem de diferente do costumeiro jogo de cartas. Resposta rápida: muita coisa! Em resumo, o tarô é uma espécie de oráculo, cuja interpretação traz respostas às mais variadas perguntas.

Para quem não entende lhufas, mas quer saber mais sobre o tema, levamos algumas dúvidas básicas ao tarólogo Thiago Anselmo, que também é professor de tarô. Confira, abaixo, as respostas do especialista.

Tarô: principais dúvidas sobre a prática

1. Como o tarô pode ajudar uma pessoa?

"Antigamente, o tarô era utilizado como uma ferramenta de adivinhação. Entretanto, com o passar do tempo e a evolução consciencial das pessoas, entendeu-se que o tarô é muito eficaz para esclarecimento de situações, dando recomendações de ações e de autoconhecimento, e orientando o indivíduo a ter uma melhor caminhada na vida".

2. O que é oráculo?

"É qualquer ferramenta que o ser humano utiliza para entender o momento presente e o que pode acontecer e, com isso, ter acesso a aprendizados. Oráculo pode envolver as mais variadas ferramentas, como: tarô, búzios, água, velas, pedras etc."

3. Quantas cartas há no tarô? Existe uma divisão?

"No tarô existem 78 cartas, divididas entre 22 arcanos maiores e 56 arcanos menores. As cartas dos arcanos maiores trazem símbolos e são conhecidas por seus arquetípicos, como: O Mago, O Imperador, A Roda da Fortuna, A Morte e O Louco, que representam os principais aprendizados e questões humanas. Já as cartas dos arcanos menores são distribuídas conforme os quatro naipes - ouros, espadas, copas e paus - e têm a ver com as principais áreas da vida humana".

4. Qual a diferença de arcanos maiores e arcanos menores?

"Os arcanos maiores, divididos em 22 cartas, representam os arquétipos da personalidade humana e os principais desafios e aprendizados que um ser humano, porventura, vai encontrar na vida. Já os arcanos menores estão ligados aos quatro elementos e ao que eles representam em nossas vidas, bem como o que aprendemos dentro da jornada, dentro de cada área da vida. Isso é simbolizado pelos números das cartas dos arcanjos menores - 2 de paus e 3 de espadas, por exemplo - e pela evolução desses números, ou seja, a continuidade da sequência numérica".

5. Há diferenças de um baralho (também chamado deck) para outro?

"Existem algumas pequenas diferenças, mas geralmente são apenas de interpretações artísticas e formas gráficas de apresentação. Em tese, todos os tarôs possuem 78 lâminas, divididas da mesma forma. Ainda existem outros oráculos de cartas, como o baralho Lenormand, também conhecido como baralho cigano".

6. As cartas respondem a qualquer tipo de pergunta? E as perguntas precisam ser muito objetivas?

"Existem técnicas de tarólogos profissionais que respondem a perguntas objetivas de 'sim' e 'não'. Mas o tarô é excelente para responder perguntas de ordem mais reflexiva. Quando perguntamos algo sobre uma decisão a ser tomada, o tarô mostra o contexto sobre esta decisão e não necessariamente o que vai acontecer - apesar de, às vezes, apresentar as consequências. Prioritariamente, vemos o que vamos aprender e, também, o que precisamos assimilar com tal escolha".

7. As respostas das cartas podem ser ruins?

"Depende muito do tipo de profissional. Há aqueles que utilizam o tarô para previsões e, com isso, podem vir a dizer resultados ruins encontrados nas cartas. Mas quando o profissional utiliza uma abordagem mais terapêutica, as jogadas que, em tese, são ruins, na verdade servem como orientações, reflexões, alertas e direcionamentos para a pessoa".

8. Alguma carta é negativa? Se sim, quais e por que?

"Sim. Cartas como a Torre e a Lua, dentro dos arcanos maiores, podem ser ruins, pois representam partes sombrias e suas consequências dentro das questões humanas. Nos arcanos menores, todas as cartas de número 5 costumam ser ruins, pois representam uma crise e perda naquela área avaliada - para entender, o naipe de copas tem a ver com a área emocional e afetiva; de espadas, com a área judicial e mental e de relacionamentos sociais; de ouros, com a área financeira, material; e de paus, com a área imaginativa e criatividade", diz o tarólogo.

"Dependendo do naipe da carta, o número 9 também é negativo, como o 9 de paus (pode representar cansaço imaginativo e emocional e que não conseguirá dar conta do recado) e o 9 de espadas (significa confusão mental completa, a ponto de não conseguir encontrar saída para a situação em questão). As cartas de número 9 representam os passos finais dentro de um ciclo - dependendo do naipe, pode ser positivo ou não. Por exemplo, 9 de copas é uma carta muito positiva e 9 de ouros, também. Já o 9 de paus e 9 de espadas não são tão positivas assim. O 10, em alguns casos, também é negativo, como o 10 de paus, por representar a morte da imaginação e a necessidade de renová-la sempre".

9. A carta da morte é temida. É um pavor injusto?

"O temor é injusto, porém, compreensível. A carta da Morte possui um nome forte, uma imagem impactante e um significado desconfortável. Explico: ela representa a necessidade de morte e renascimento, dentro do contexto que está sendo consultado".

Toda morte é renascimento e é desconfortável, pois envolve sair da zona de conforto, de um contexto que já é conhecido para um contexto novo que, muitas vezes, precisa ser aprendido. A morte envolve se jogar no desconhecido e isso gera medo, angústia e desconforto, entre várias outras reações emocionais negativas. Porém, não necessariamente, isso é ruim.

10. É possível aprender a ler o tarô ou apenas pessoas com um dom podem fazer a leitura?

"Todo mundo pode se dedicar ao estudo do tarô e utilizá-lo normalmente. A diferença é que algumas pessoas têm um perfil mais adequado para este tipo de atuação, assim como em outras ocupações na vida".

11. É recomendado consultar as cartas com frequência? Por que?

"Indica-se a consulta das cartas, primeiramente, a todas pessoas que sentem afinidade com esse tipo de ferramenta - ou seja, que gostam de tarô. Para consultas com o tarólogo, recomendo intervalo de, no mínimo, 2 ou 3 meses. O tarô é muito bom para situações específicas, como: troca de emprego, decisões afetivas, início de projetos, mudança de residência etc."

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