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Empresários são presos por exploração sexual; mãe de jovem que denunciou

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Elisangela Batista

Colaboração para Universa, em Juiz de Fora (MG)

18/11/2020 18h35

A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou hoje a operação "Angel" no combate à exploração sexual em Belo Horizonte. Foram seis meses de investigação até chegarem a uma organização criminosa que atua na capital. Trinta policiais participaram da operação que prendeu três suspeitos, entre elas empresários e blogueiros pertencentes à classe alta da cidade.

Ao todo, oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros Cinquentenário, Glória, Padre Eustáquio, Itapoã, Calafate, Providência, Betim e Contagem. Nos estabelecimentos, os policiais encontraram documentos falsificados e muitas bebidas. As identidades dos suspeitos não foram reveladas.

A Polícia Civil informou que a denúncia partiu da mãe de uma adolescente de 15 anos, que teve nudes expostos na internet. A mãe desconfiou que a garota pudesse estar sendo aliciada e pediu ajuda.

De acordo com as investigações, as meninas eram envolvidas por contatos feitos por meio de um site que oferecia "mimos", inicialmente, até chegar ao aliciamento. Entre os envolvidos está uma jovem de 20 anos, que era explorada sexualmente e acabou por envolver a adolescente de 15 anos.

Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão em bairros de alto padrão de BH - Divulgação/PCMG - Divulgação/PCMG
Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão em bairros de alto padrão de BH
Imagem: Divulgação/PCMG

Em coletiva à imprensa, as delegadas responsáveis pela operação, Elenice Ferreira, Iara França e Renata Ribeiro, alertaram para a importância da sociedade ficar atenta a situações como essas porque envolvem, além da exploração sexual, uma série de crimes como tráfico de drogas, falsidade ideológica, falsificação de documentos, sem falar na gravidez na infância e adolescência.

Um outro detalhe importante destacado pelas policiais foi o fato de as meninas, muitas vezes, serem drogadas para terem relações com os figurões que faziam parte da organização criminosa.

As investigações continuam. A polícia informou que ainda há muito outros suspeitos e cerca de dez vítimas para serem ouvidas.