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Família acusa médico de quebrar perna de bebê durante o parto no Pará

Hospital da Ordem Terceira em Belém, no Pará - Reprodução/Facebook oficial
Hospital da Ordem Terceira em Belém, no Pará Imagem: Reprodução/Facebook oficial

Luciana Cavalcante

Colaboração para Universa, em Belém (PA)

20/10/2020 13h42

Mais um caso suspeito de violência obstétrica ocorrido no Pará. Uma família acusou um médico de ter quebrado a perna de um bebê durante o parto no hospital da Ordem Terceira, em Belém. O fato foi no domingo, dois dias depois de uma criança ter a cabeça arrancada durante o parto na Santa Casa de Misericórdia, também em Belém.

Patrícia Rosário Ferreira, de 44 anos, deu entrada no hospital às 12h e deu à luz a pequena Heloá, que nasceu às 15h. A indicação era para cesárea, mas segundo a família, a paciente foi forçada ao parto natural. "Quando começou a dar as dores (sic), ela mostrou o ultrassom que tinha. No exame, o bebê estava sentado e de costas, mas mesmo assim fizeram o parto normal", contou Valério Lima da Silva, cunhado da parturiente e tio da criança.

Ainda de acordo com Silva, chegaram a cortar Patrícia para conseguir retirar o bebê. "Depois que ela nasceu falaram para gente que o parto tinha sido difícil e que tinham deslocado a perna dela, mas só depois ouvimos comentários dos enfermeiros dizendo que a perna dela estava quebrada", revelou.

O bebê foi transferido para a UTI e intubado. Somente à noite, afirmou o tio, o pai conseguiu visitá-la e viu a perna imobilizada. "Com esse negócio de covid (sic), não está podendo visitar. Só quando ele veio à noite que pode entrar e soube da perna quebrada", contou.

O cunhado de Patrícia conta ainda que muitos pacientes ficaram revoltados com o caso e incentivaram a família a procurar explicações. Hoje o pai foi até a polícia para registrar ocorrência sobre o fato.

Em nota, o Hospital Ordem Terceira, informou que a paciente evoluiu para parto normal, às 14h55, com apresentação pélvica de difícil extração e que foram feitas as manobras necessárias para facilitar a extração mais rápida, pois o feto já estaria apresentando bradicardia (diminuição da frequência cardíaca).

O diretor do hospital explicou que, mesmo com indicação de parto cesárea, a situação do paciente pode mudar na hora do parto e, que, todas as medidas que foram executadas foram com intuito de salvar a vida, tanto da mãe, como do bebê. "O líquido da bolsa já estava escuro, o que indicava que o feto estava em sofrimento. No momento da avaliação o médico achou por bem fazer a manobra, porque não poderia perder entre 15 e 20 minutos para preparar a paciente e a sala de cirurgia. No momento da manobra corre o risco de haver fratura, porque é feito um giro do feto, mas não é intencional. Quando o médico explicou para paciente, ela entendeu e até agradeceu", reforça Rodolpho Fiúza de Moraes.

Sobre a criança ter sido encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva, o diretor explica que ela teve uma parada cardíaca durante o parto e precisou ser reanimada e intubada. "Qualquer paciente que tem uma parada cardíaca tem que ficar de observação na UTI, mas ela não corria risco de morte. Hoje já foi extubada e passa bem", informa.

O Hospital informa que é uma entidade centenária que faz 200 partos por mês e que confia na equipe médica, que tomou decisão acertada em prol da vida da recém-nascida.

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