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9 fatos curiosos sobre sex toys que ninguém (ainda!) contou a você 

Sex Toys - Cecília Oliveira
Sex Toys Imagem: Cecília Oliveira

Heloísa Noronha 

Colaboração para Universa

06/10/2020 04h00

Você sabia que, além de proporcionar diversão e tornar o sexo mais lúdico, os brinquedos eróticos têm vários benefícios para a saúde e ainda ajudam a lidar com disfunções sexuais?

A seguir, listamos algumas curiosidades sobre sex toys:

1. Eles existem desde a Grécia Antiga. Imagens de dildos - pênis artificiais desenhados e produzidos para serem introduzidos na vagina ou no ânus - já apareciam em culturas antigas, como em vasos da Grécia e em afrescos egípcios. Na época, provavelmente eram feitos de madeira ou pedra. Hoje os dildos são produzidos com vinil ou silicone e a aparência lembra a de um pênis de verdade, inclusive com testículos e veias. Porém, não fazem tanto sucesso quanto os vibradores.

2. Os primeiros vibradores eram eletrodomésticos. Dispositivos mecânicos anunciados como massageadores de costas ou pescoço foram usados por mulheres para a masturbação desde o fim do século XIX nos Estados Unidos e na Inglaterra. Em 1899, um catálogo da Sears Roebuck anunciava um vibrador a bateria por US$ 5 dólares com a promessa dúbia de ser "uma ajuda que toda mulher aprecia".

3. Usar vibrador melhora a saúde feminina. Mais do que estimular o clitóris, a vagina, o ponto G e/ou o ânus, esse produto erótico traz vários benefícios: tonifica os tecidos vaginais, estimula a lubrificação, ajuda na percepção de zonas erógenas, reduz o risco de atrofia local, combate dores de cabeça e insônia e ainda atua nos sintomas da depressão e da menopausa. O modelo mais simples de vibrador, com controle de velocidade, já é o suficiente para melhorar a circulação sanguínea local.

4. Um vibrador demora até dois anos para ficar pronto. Antes de lançar uma novidade no mercado, as equipes responsáveis pelo desenvolvimento do sex toy buscam inspiração até em eletrodomésticos. A We-Vibe, empresa canadense expert em brinquedos para uso simultâneo do casal, costuma fazer simulações virtuais com de vibradores com centenas de reproduções de corpos femininos para checar como o aparelho funciona em diferentes tipos de vagina. Testes de funcionamento do motor são feitos à exaustão, principalmente para os produtos à prova d'água.

5. O futuro do mercado é hi-tech. Robôs com expressões faciais, óculos de realidade virtual, vibradores que simulam o movimento da língua e até dispositivos que ajudam a evitar a ejaculação precoce já estão à venda para quem se interessa por brinquedos e aparelhos realistas. Com a imposição do distanciamento social pela pandemia do coronavírus, o uso de alta tecnologia na criação de sex toys deve surpreender ainda mais e ir além do funcionamento via controle remoto e bluetooth. A quarentena registrou aumento do consumo de sex toys em diversas partes do mundo, mudando o conceito de "sexo seguro". Segundo o estudo "Amor & Sexo na Era Digital" da Isobar, agência global de transformação digital e criatividade do Grupo DAN, a previsão é de que em 2024 as pessoas interajam e realizem fantasias sexuais em ambientes virtuais. Para 2025, a tendência é que seja possível fazer impressões em 3D de partes do corpo do parceiro com a função touch feedback, ampliando a ideia de transar à distância. E previsões apontam que em 2045 um em cada dez adultos terá se relacionado "carnalmente" com um robô humanoide.

6. Acessórios de sadomasoquismo "soft" vieram para ficar. Em 2021 vamos registrar o 10º aniversário de "Cinquenta Tons de Cinza" e o hype em torno de seu conteúdo até agora não deu mostras de acabar. O best-seller de E.L. James, que também fez sucesso no cinema, romantizou o universo BDSM e tornou mais palatável para o público. Resultado: não só as vendas de chicotes, algemas e afins aumentaram, como várias marcas - inclusive nacionais - inventaram produtos, lingerie e cosméticos sensuais com uma pegada fetichista para quem apimentar a transa com uma pitada de dor.

7. Alguns produtos servem para tratamentos de fisioterapia. As bolas de pompoarismo, também chamadas de Ben-Wa, funcionam como uma espécie de "malhação" íntima. O acessório combate a flacidez local, atenua os sintomas da menopausa, auxilia na lubrificação vaginal, suaviza cólicas menstruais, fortalece o assoalho pélvico, ajuda na preparação do parto normal, melhora o funcionamento do intestino e combate a incontinência urinária. Há massageadores pélvicos que não só facilitam a exploração de zonas erógenas, como ainda auxiliam na saúde íntima de homens e mulheres. Ele serve para massagear e comprimir os músculos do assoalho pélvico que tenham disfunções musculares. São quatro modos de uso: intravaginal, intra-anal e na região externa do períneo e pelve. O ideal, antes de usar sex toys do tipo, é consultar um(a) ginecologista e/ou um(a) fisioterapeuta pélvico(a).

8. Eles são essenciais para iniciantes no sexo anal. Dilatadores anais ajudam nas preliminares e tornam mais cômoda a penetração. Eles têm tamanhos gradativos e diferentes numa mesma haste que facilitam o relaxamento do ânus. E mais: servem para ajudar em tratamentos pós-cirúrgicos e em outras condições que necessitam da dilatação muscular do tecido pélvico. Já os plugues anais podem deixar a prática mais lúdica, já que alguns têm caudas de bichinhos e aplicações de joias na base.

9. Sex toys ajudam a lidar com traumas e disfunções sexuais. Os dilatadores vaginais são uma peça-chave na masturbação das mulheres que sofrem de vaginismo, condição que faz os músculos locais se contraírem e impedem a penetração. Flexíveis, alongados, macios, fáceis de utilizar, leves e seguros por conta da base de apoio, eles trabalham desconforto físico emocional de quem tem o problema, que pode ser consequência de algum trauma envolvendo abuso ou medo do sexo. Em geral, são vendidos em conjuntos com unidades em vários tamanhos feitas em material macio e flexível.

Fontes consultadas: Caroline Melo Magnani, ginecologista da clínica Mais Excelência Médica, em São Paulo (SP); Elsa Aida Gay de Pereyra, coordenadora do Ambulatório de Sexualidade Humana da Clínica de Ginecologia do HCFMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo); Tatiana Presser, psicóloga, sexóloga e autora do livro "Vem Transar Comigo" (Ed. Rocco), e Valter Javaroni, urologista e membro da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia/regional RJ).

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