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Estilista Karina Sharif conta histórias com roupas e acessórios de papel

"Minhas roupas de papel expressam forma, corpo e emoção com um material mínimo", explica Karina Sharif - Reprodução/Instagram
"Minhas roupas de papel expressam forma, corpo e emoção com um material mínimo", explica Karina Sharif Imagem: Reprodução/Instagram

De Universa, em São Paulo

18/09/2020 20h45

A estilista Karina Sharif, de Nova York (EUA), trabalha com um material inusitado: o papel. Em suas mãos, folhas viram roupas, acessórios e meios de expressão:

"Minhas roupas de papel expressam forma, corpo e emoção com um material mínimo", ela explica à revista The Cut. "Eu gosto quando meu trabalho tem uma cara acessível, mas também se destaca na multidão".

Ela divulga fotos das peças no Instagram. Em algumas legendas, Karina conta histórias das modelos:

Em uma publicação de março, ela reproduziu uma fala da modelo Eboni Storm: "O que eu amo sobre ser uma mulher negra é a cor da minha pele, e o fato de sermos uma comunidade. Nós nos apoiamos e se você tenta nos derrubar, nos unimos contra você".

No ensaio "Paper Dolls", de abril, Karina produziu roupas com folhas de jornal — sua mãe, filha de um imigrante jamaicano, é jornalista e escreveu sobre finanças para o Boston Globe.

A estilista explica que suas peças são feitas para pessoas que "valorizam conforto, mas amam um pouco de drama. Que apreciem o poder da arte em casa como uma fonte diária de inspiração".

Durante a quarentena, Karina voltou a produzir peças de tecido — um costume que havia abandonado na adolescência. Aos 15 anos, ela descobriu sua afinidade com a moda ao tentar ajustar calças jeans de cintura baixa para que não mostrassem nada quando ela se sentasse. Hoje, ela tem uma marca de jeans reaproveitados, mas há tempos não criava roupas do zero:

"As pessoas acham que eu amo costurar, mas na verdade eu odeio. Odeio há anos", escreveu no Instagram. "Eu me convenci de que estou mais interessada na história final da roupa, e não no processo. A costura é muito entediante e consome muito tempo. E quando envelhecemos, o tempo fica mais precioso. Quem tem tempo para costurar quando se é adulto?"

"Nesses tempos intensos de covid-19, tive a sorte de redescobrir minha relação de amor e ódio com a costura. Hoje percebo que era uma forma de escapar do tédio e da solidão [da adolescência]."

#BEYOUROWNMUSE I forgot about this tag but a good friend reminded me about it and I thank her for that. #silkorganza tie backless top and side slit skirt by me. #COVIDSEWING People think I love sewing but facts are I pretty much hate it. I have for years. I think it has more to do with something other than the actual act but I've convinced myself it's because I'm more interested in the final story of the garment verses the execution. Sewing is extremely tedious and time consuming and as we grow older, time becomes more precious. Who has time to sew when adulting? The last time I found myself enjoying it I was a young teen looking for low rise jeans that could actually cover my ass. Remember those low low low-risers with the 2" zipper!? The minute I would even think about bending down my butt crack was out. My mom had noticed I liked to draw clothing so she bought me a table top singer that I started using when I was about 15. In the beginning I didn't know what I wanted to sew but when low rise denim came on the scene I was suddenly sewing up a storm. I would find jeans that fit me well everywhere else and if the rise was too low at the back I would cut away the stitches at the back waistband, add an inch or two of denim from an old pair of jeans and slope it from highest point at my center back to lowest at the side seams. The result was stellar and I no longer felt left out of the conversation of fashion for women (as we all know, no one was checking for curvy black girls then and they still struggling now). From that point on I found myself at my sewing machine every day. I would prop it up on a tv-dinner folding table and watch my shows or listen to music while it laboriously hummed over bulky denim seems. During this intense time of Covid-19, I have been lucky to re-discover my love/hate relationship with sewing. Looking back I realize it was a way to escape boredom and loneliness back then. I grew up a latch-key kid and only child who spent a lot of time at home and on my own. finding ways to pass time was something I always had to do. My mother introduced me to art when I was a baby 👇🏿(read the rest of this post below in comments)

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