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'Nascer negra é uma coisa libertadora, mas exaustiva', diz Slick Woods

Slick Woods posa com o filho para "Vogue" - Tyler Mitchell / ArtPartner
Slick Woods posa com o filho para 'Vogue' Imagem: Tyler Mitchell / ArtPartner

De Universa, em São Paulo

25/08/2020 11h08

A modelo Slick Woods quer que o seu filho cresça em um mundo onde não precise passar pelas situações de discriminação que ela mesma enfrentou, dentro e fora da indústria da moda. Em ensaio para a Vogue, ela falou sobre sua experiência como mulher negra nos EUA.

Como alguém que experimentou uma infância negra, uma vida de mulher negra, e a maternidade negra, eu posso dizer honestamente que nascer com melanina na pele é um dos sentimentos mais libertadores, mas exaustivos, do mundo. Minha esperança é que meu filho não precise experimentar metade do que eu experimentei enquanto crescia
Slick Woods sobre sua vida como mulher negra nos EUA

A modelo comentou que se sente "grata" por estar na posição de dar ao filho "uma infância e uma vida adulta que ela jamais seria capaz de imaginar". O pequeno Saphir, de 2 anos, nasceu do relacionamento dela com o modelo Adonis Bosso.

Eu rezo para que os sistemas que atualmente governam a sociedade se desintegrem quando o meu filho atingir uma idade em que consiga entender realmente a sua linhagem, para que ele possa sentir apenas orgulho de quem é.
Slick Woods tem esperança para o futuro

Racismo na moda (e no mundo)

Para Woods, é "interessante" ver o mundo "finalmente acordando para aquela que sempre foi a sua realidade e a de muitos outros". Ela fala dos protestos antirracistas provocados pelo assassinato de George Floyd, mas também de algo mais amplo.

De repente, a negritude está 'bombando'. Paternidade negra. Infância negra. Maturidade negra. Vivência negra. Mas ainda não conversamos sobre como realmente ajudar vizinhanças negras, que são a fonte que dita a narrativa da negritude nos EUA.
Slick Woods quer ajustar foco dos protestos antirracistas

Em sua experiência na moda, Woods destacou que "nunca pediu desculpas por ser negra", o que levou muitos na indústria a rotulá-la como "excêntrica". "A moda nunca foi um espaço onde a diversidade é celebrada, pelo menos não até a minha geração de modelos começar a aparecer", definiu.