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Ju Paes, Grazi, Valesca... Corpo da mulher muda na quarentena. É ansiedade?

Juliana Paes falou sobre engordar na quarentena: no início do isolamento, disse que havia emagrecido por conta da ansiedade - Reprodução/Instagram
Juliana Paes falou sobre engordar na quarentena: no início do isolamento, disse que havia emagrecido por conta da ansiedade Imagem: Reprodução/Instagram

De Universa

21/08/2020 04h00

No Instagram, a atriz Juliana Paes anuncia que foi vestir uma calça jeans da época pré-pandemia e não conseguiu. Em resposta, a atriz Grazi Massafera diz que tentou vestir cinco modelos de calça e que não teve sucesso. A cantora Valesca Popozuda também escreveu no Twitter: "Sim, engordei". Ganhar peso na quarentena, no entanto, é apenas um dos efeitos que as mulheres vêm sentindo no corpo ao longo do isolamento — associados, principalmente, a questões psicológicas e emocionais.

Alterações no ciclo menstrual, queda de cabelo ou mudanças na textura dos fios, mudanças na pele e insônia também podem estar associados ao quadro de estresse e ansiedade que o isolamento social e o medo do contágio por coronavírus despertaram em nós. Veja, a seguir, qual dessas mudanças também pegou você:

Engordar. Ou até perder peso

A ansiedade, conforme apontou a atriz Juliana Paes, é um dos fatores que podem resultar em ganho (ou perda) de peso durante o tempo em que estamos em casa para ajudar a achatar a curva de contaminação do coronavírus. A atriz, por exemplo, contou em entrevista à revista Vogue que, no início do isolamento, chegou a perder o apetite -- e, com isso, emagreceu.

A nossa relação com a comida está diferente, como explicou a nutricionista Marcela Kotait, que também é coordenadora do Ambulatório de Anorexia Nervosa, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Ambulim-HC FMUSP), em entrevista para Universa. "É muito compreensível ganhar alguns quilinhos agora. É que as pessoas não contextualizam a própria vida e tornam glamoroso o ato de manter a vida como se nada estivesse acontecendo. Nossas emoções estão à flor da pele; realmente, dá mais vontade de comer".

Não é só o aspecto nutricional que entra na conta. A autoestima neste momento, em que parte das mulheres trabalha de casa, ganha novas nuances: há quem tenha aproveitado do momento para se reconectar com o corpo e abandonar a preocupação em cumprir "regras" da pressão estética

Atraso na menstruação

A tensão psicológica a que estamos submetidas também pode desregular o ciclo menstrual, mesmo para quem toma pílula anticoncepcional. "Se for uma alteração em algum ciclo isolado, provavelmente foi causado por algum contratempo e pode ser considerado normal. Mas se passarem três meses e persistir, é o caso de investigar", explica a ginecologista natural Débora Rosa.

A alteração na menstruação, aliás, tem a ver com a produção hormonal: em situações de perda, tristeza ou estresse, a ação do cortisol interrompe funções não essenciais do corpo, o que inclui a reprodução/ovulação. Daí, o calendário menstrual pode ficar diferente mesmo.

Vale dizer que não devem ser descartadas outras motivações, como doenças ou se houve sexo com penetração sem proteção. Caso o atraso seja recorrente, é necessário consulta médica.

Pele com aspecto diferente

O cortisol, hormônio do estresse, também pode estar associado a mudanças na pele. E o efeito emocional é real. Para a colunista de VivaBem Silvia Ruiz, a dermatologista Luciana Garbelini, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explicou que as alterações podem ser causadas por diferentes fatores: mudança de dieta, estresse, falta de atividade física, sono irregular. Os resultados podem ser dermatite atópica (que faz com que a pele fique seca e tenha lesões avermelhadas), surgimento de espinhas, entre outros aspectos.

Queda de cabelo

Afora as transformações capilares, como ficar careca e abandonar o retoque da tintura, a queda dos fios também é uma mudança possível de quarentena. Para Universa, a dermatologista Juliana Neiva pontuou que os cabelos caindo podem, sim, ser um sinal do corpo em relação às questões emocionais do isolamento - mas que, justamente por estarmos mais atentas ao corpo, conseguimos reparar mais nos fios no chão.

Entre outras orientações para que a queda de cabelo não seja tão drástica, a dermatologista indica não deixar a lavagem do cabelo espaçada e escolher shampoos e condicionadores com menos sulfatos e parabenos, que são mais suaves para o couro cabeludo.

Insônia ou cansaço (ou os dois ao mesmo tempo)

Quem dorme menos horas do que o necessário para a recuperação de energia pode se sentir mais irritado - e aí, em tempos de pandemia, o ciclo parece ser contínuo. Por isso, recomenda-se manter uma rotina, ir para a cama apenas para dormir e praticar atividades físicas, para que o corpo sofra menos com as mudanças impostas pelo momento.

Stress

Pelo menos desde meados de março, a rotina de boa parte da população brasileira mudou. Vivemos lutos pessoais e coletivos, despertando sentimentos e sensações de ansiedade, cansaço e insegurança. Por essa razão, atividades como meditação, apoio de grupos em redes sociais, divisão de tarefas dentro de casa -- que, invariavelmente, sobrecarregam mulheres, são algumas das formas de evitar mais estresse.

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