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Petição online assinada por 100 mil quer processo contra Sara Winter

Sara Winter divulgou nome e endereço onde menina que engravidou após estupro estava internada - Paula Bianchi / UOL
Sara Winter divulgou nome e endereço onde menina que engravidou após estupro estava internada Imagem: Paula Bianchi / UOL

De Universa, em São Paulo

18/08/2020 14h43

Uma petição online que quer a abertura de um processo contra Sara Giromini (apelidada de Sara Winter) e o grupo religioso Porta Fidei por violação ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolecente) no caso da menina de 10 anos vítima de estupro já reúne 100 mil assinaturas.

O abaixo-assinado lançado anteontem na plataforma Change.org afirma que eles infringiram o direito ao sigilo e proteção integral da criança que passou por um aborto após ser estuprada.

Segundo o ECA, é crime divulgar o nome de uma criança sem autorização prévia dos responsáveis — situação que pode ser agravada se o menor estiver envolvido em algum processo judicial.

Na ocasião, Sara Winter publicou em suas redes sociais o nome da menina e o endereço do hospital em que ela estava internada, no Recife. Integrantes fundamentalistas do Porta Fidei foram, então, protestar na porta do local contra a interrupção da gravidez da menina — que já havia sido autorizada judicialmente.

"A Porta Fidei colocou em risco a vida da criança e de sua família. Assim como Sara Giromini", acusa a petição.

"Fazendo com que a multidão de religiosos se dirigisse à porta do hospital para protestar com hostilidade contra o procedimento e na tentativa de constranger a menina, que teve que entrar no hospital junto com a avó no porta-malas de um carro para manter a segurança e integridade física", completa o abaixo-assinado.

Redes de Sara Winter estão fora do ar

As contas no Instagram e no YouTube de Sara Winter, estão inacessíveis desde a manhã de hoje. Ontem, a Justiça do Espírito Santo ordenou que postagens em que ela divulgava dados de uma criança de dez anos estuprada pelo tio e que teve que passar por um aborto fossem derrubadas pelas redes sociais.

Usuários que denunciaram postagens de Giromini no Instagram receberam, nesta terça, alertas de que ao menos duas fotos e um vídeo foram removidos pela rede social. No entanto, até o perfil da extremista está fora do ar.

Ao buscar pelo nome Sara Winter na rede social, o usuário não encontra mais o perfil da brasileira. Apenas outros com o mesmo nome.

Tilt apurou que a remoção não partiu do Instagram — ao contrário dos posts que foram tirados do ar pela rede social. Não se sabe ainda se a conta foi apagada pela própria Giromini ou foi alvo de algum ataque.