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'Sempre achei que ia me curar', diz Fernanda Motta sobre câncer de mama

Fernanda Motta contou que deseja "desmistificar" câncer: "Chances de cura chegam a 90%" - Brazil News
Fernanda Motta contou que deseja "desmistificar" câncer: "Chances de cura chegam a 90%" Imagem: Brazil News

Colaboração para o UOL, em São Paulo

14/08/2020 10h32Atualizada em 14/08/2020 13h50

Fernanda Motta contou detalhes sobre seu tratamento contra o câncer de mama, diagnosticado em 2019. Em uma live com a amiga Isabella Fiorentino, a modelo afirmou que sempre acreditou na cura da doença, apesar da confusão inicial com a notícia.

"Eu sempre achei que eu ia me curar, que fosse dar tudo certo. Nunca me perguntei assim: por que eu? Porque acho que ninguém é especial demais. Mas você nunca espera que vai acontecer com você. Então, obviamente, quando você recebe esse diagnóstico, você tem aquela reação: meu Deus, onde eu vim parar", contou.

Motta ainda defendeu que o pensamento positivo foi uma das ferramentas mais importantes para a cura de seu tumor, que foi retirado no final do ano passado por meio de cirurgia, com sessões de quimioterapia para garantir o fim das células cancerígenas.

"A cabeça da gente é a coisa mais importante que a gente tem, ela comanda nossa coração, nosso corpo, e eu sempre acreditei que se eu levasse a alegria toda da minha vida pra essa luta, eu ia me sentir mais leve, e ia conseguir superar mais rápido. Claro que eu não sou super-mulher, não sou perfeita, chorei, sofri, mas sempre acreditei que o pensamento positivo era muito importante para mim", afirmou a modelo.

Exames e discrição

Ela ainda falou sobre o momento em que percebeu o nódulo em seu seio pela primeira vez, em um exame rotineiro de toque, em casa, e defendeu que as mulheres mantenham seus exames de rotina mesmo durante a quarentena pela covid-19.

"Lembro muito do dia em que fiz o exame de toque, como eu fazia desde sempre, eu estava na minha casa. Sempre fiz mamografia, ultrassonografia. Como eu morei muito tempo fora, eu sempre vinha e fazia aquele check-up. Às vezes os médicos falavam até assim: 'Ai, Fernanda, pra que fazer exame? Você está muito nova'. E eu falava: 'Não, eu quero fazer'", afirmou Motta, que completou 39 anos em maio.

Respondendo à amiga, Fiorentino revelou que, assim como outras pessoas próximas de Motta, demorou para saber do diagnóstico da amiga, que preferiu guardar segredo. Na live, a modelo, que mora em Nova York, explicou a decisão.

"Eu descobri em uma época em que todo mundo estava de férias, com a família, e eu não queria atrapalhar os meus amigos. Eu sei que é muito importante, eu não teria conseguido nada sem meus amigos, mas eu quis saber o que estava acontecendo comigo antes de contar. Eu não falei nem pra minha mãe de cara", disse ela, que ainda explicou que quis evitar o "peso da palavra câncer", defendendo um novo olhar sobre a doença.

"Eu acho que a gente precisa desmistificar a palavra câncer, que é uma palavra que assusta muito. Porque quando você ouve essa palavra, você já ouve um 'acabou, deu ruim', e não é assim. Às vezes se você descobre no início suas chances de cura chegam a 90%. A minha ideia, e isso eu sempre falo, é que quero levar para as pessoas que é uma doença muito difícil, realmente, mas que a gente tem recurso para combater e prevenir", discursou Motta.

Tratamento

A modelo ainda falou sobre a importância de manter uma rotina durante o tratamento, para evitar os pensamentos ruins sobre a doença. Ela recebeu o diagnóstico do câncer de mama no início de suas gravações para a novela "Bom Sucesso", em julho do ano passado, mas manteve sua participação sem contar nada para os colegas de cena da Rede Globo.

"Eu fazia quimio na quinta e gravava no sábado. Eu me lembro no momento em que eu soube do diagnóstico eu pensei: 'Meu Deus, vou ter que comprar uma peruca'. Mas eu nunca pensei que eu não ia fazer, fiz todos os meus capítulos, acho que ninguém percebeu na verdade. E acho que essa é a forma de você lidar, continuando com a sua vida. Nem quando meu cabelo caiu um pouco, ou quando eu não tinha sobrancelha, eu botava maquiagem e pensava: 'Estou adorando o que eu estou vendo, porque estou viva, estou bem'", detalhou.

"Tinha dias que eu não conseguia levantar da cama, e tudo bem. Mas nos dias em que eu me sentia um pouco melhor eu levantava. O que eu quero dizer com isso é que se a gente tem a força naquele momento, a gente tem que usá-la. Claro que um corpo reage diferente do outro, mas hoje a gente tem mais remédios para controlar a situação", completou Motta.

Confira a conversa na íntegra:

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