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Ativista pela união homoafetiva, arquiteto André Piva morre aos 52, no Rio

Nascido em Caxias do Sul (RS), André Piva sofria de leucemia linfocítica aguda e estava internado no Hospital CopaStar - Reprodução/Instagram
Nascido em Caxias do Sul (RS), André Piva sofria de leucemia linfocítica aguda e estava internado no Hospital CopaStar Imagem: Reprodução/Instagram

De Universa, em São Paulo

06/08/2020 15h14Atualizada em 06/08/2020 15h14

Um dos ativistas mais atuantes pelo reconhecimento da união homoafetiva, o arquiteto gaúcho André Piva morreu ontem à noite, aos 52 anos, no Hospital CopaStar, na zona sul do Rio de Janeiro. Ele sofria de de leucemia linfocítica aguda.

A morte de Piva foi confirmada pelo hospital a Universa e divulgada pelo perfil oficial de seu escritório de arquitetura no Instagram.

"É com imensa dor e tristeza que comunicamos o falecimento do nosso querido André. Além de um profissional maravilhoso e talentoso, um ser humano muito especial e querido por todos. Ele seguirá para sempre em nossa memória e nos nossos corações", diz o post.

Nascido em Caxias do Sul (RS), Piva tinha um escritório no Rio de Janeiro e também atuava em projetos residenciais e comerciais no exterior. "Penso a arquitetura através do uso de seus espaços vazios, seu envolvimento com o entorno. O projeto é único e fruto da sinergia entre o profissional e o cliente", disse ele em seu site.

Piva e seu marido, o estilista Carlos Tufvesson, foram uns dos pioneiros na luta pelo reconhecimento oficial das relações homoafetivas. Eles tentaram se casar pela primeira vez em 2011, mesmo ano em que o STF (Supremo Tribunal Federal) deu parecer favorável ao tema, mas não conseguiram legalizar a união na Justiça do Rio.

O caso foi parar no Supremo, e a certidão de casamento definitiva acabou saindo apenas em 2013. Piva e Tufvesson viviam juntos desde 1995.

O estilista, então coordenador especial da Diversidade Sexual da prefeitura do Rio, comemorou o reconhecimento da união, tido como um marco para a luta LGBT+ na cidade.

"Hoje, depois de 17 anos de luta, por não aceitar que minha relação de amor, reconhecida como tal por minha família e amigos fosse reconhecida como de fato é: um casamento. Foi finalmente reconhecida diante das leis do nosso país. Vou dormir emocionado de imaginar como o verde e amarelo de nossa bandeira tem as mesmas cores para nós", escreveu Tufvesson à época.

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