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Aérea KLM é repreendida por permitir preconceito de judeu contra mulher

Aviões da KLM parados no aeroporto de Amsterdã - Divulgação
Aviões da KLM parados no aeroporto de Amsterdã Imagem: Divulgação

De Universa, em São Paulo

27/07/2020 15h58

A companhia aérea KLM, dos Países Baixos, foi advertida pelo Instituto Holandês de Direitos Humanos após permitir que um judeu ortodoxo se recusasse a sentar ao lado de uma mulher, durante um voo noturno entre Nova York e Amsterdã, segundo o site do El País.

A mulher estava acompanhada do marido, um deputado socialista holandês, e o assento ao seu lado permaneceu vago durante todo o tempo de embarque dos passageiros na aeronave. Até que se descobriu o motivo: alegando motivos religiosos, o homem informou que não podia sentar-se ali.

Ele fazia parte de um grupo de cerca de 50 pessoas, que fizeram o alerta à tripulação. O incidente ocorreu em maio de 2019.

Com ânimos se acirrando e o voo impedido de decolar por causa do impasse, o casal decidiu levantar-se e mudar de assentos.

Para o Instituto Holandês de Direitos Humanos, a KLM cometeu um ato de discriminação em relação à mulher, prejudicada por conta de seu gênero.

O casal reclamou com a empresa assim que desembarcou. Sem obter uma resposta satisfatória por meses, pediu proteção ao instituto, que decidiu a seu favor na sexta-feira (24).

A decisão afirma que "a KLM fez uma distinção proibida, por sexo, por não buscar um ambiente livre de discriminação ao oferecer seus serviços". Por outro lado, "no incidente do voo entre Nova York e Amsterdã, o judeu ortodoxo não foi chamado a atenção por seu comportamento", diz o instituto.

"Ele também não foi informado de que sua atitude era discriminatória nem foi solicitada a colaboração de seus acompanhantes para resolver o problema".

A orientação é que a empresa deve abordar o causador da discriminação, e não a vítima, e instruir seus funcionários a evitar eventos semelhantes.

O instituto não pode impor sanções, mas é o órgão que supervisiona o cumprimento dos direitos humanos no país, tendo suas decisões respeitadas.

A KLM não respondeu ao El País.

Direitos da mulher