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Ex-BBBs Gizelly e Marcela criam projeto para falar de violência doméstica

Ex-BBBs Gizelly Bicalho e Marcela Mc Gowan se uniram à advogada Izabella Borges para criar o projeto Sentinela Delas - Reprodução/Instagram
Ex-BBBs Gizelly Bicalho e Marcela Mc Gowan se uniram à advogada Izabella Borges para criar o projeto Sentinela Delas Imagem: Reprodução/Instagram

De Universa, em São Paulo

14/07/2020 11h00Atualizada em 14/07/2020 12h16

Participantes da 20ª edição do Big Brother Brasil, a advogada Gizelly Bicalho e a ginecologista Marcela Mc Gowan se uniram à também advogada Izabella Borges para criar o projeto Sentinela Delas, com objetivo de falar sobre violência doméstica.

Com perfis no Instagram e no Twitter que já contam com milhares de seguidores cada, o projeto reúne postagens que esclarecem, por exemplo, conceitos como feminismo, sororidade e quais são as formas de violência contra a mulher, lembrando que ela não é apenas física ou sexual, mas também pode ser psicológica, patrimonial e moral.

O Sentinelas também faz postagens dedicadas a esclarecer quais são os canais de denúncia de violência contra a mulher, autoconhecimento e autocuidado.

"(...) Entre muitas conversas surgiu a ideia de montar um perfil para falar sobre violência doméstica, para contar que violência doméstica vai muito além de uma agressão física. Na verdade, uma agressão física, um soco, deixa marcas transitórias na pele, gera um trauma físico. Mas a palavra, ela pode edificar ou destruir. Toda a sutileza das violências psicológicas encontra respaldo na cultura patriarcal que está completamente inserida nas nossas vidas", escreveram as três num trecho do manifesto do projeto.

Sentinelas Delas; O projeto surgiu de uma forma muito especial, a minha anjinha da guarda, a Lucila, que é também anjinha da guarda da @manugavassi conectou a gente. Simplesmente achou que teríamos algo para fazer juntas e nos apresentou virtualmente. A partir desse momento, eu e a Gi passamos a nos falar com frequência e entre muitas conversas surgiu a ideia de montar um perfil para falar sobre violência doméstica, para contar que violência doméstica vai muito além de uma agressão física. Na verdade, uma agressão física, um soco, deixa marcas transitórias na pele, gera um trauma físico. Mas a palavra, ela pode edificar ou destruir. Toda a sutileza das violências psicológicas encontra respaldo na cultura patriarcal que está completamente inserida nas nossas vidas. Por isso é muito difícil explicar o fenômeno, mais difícil ainda é transformar a consciência mental, que adquirimos depois de estudar muito esse processo, em cura emocional, física e espiritual. Por que eu falo em cura? Porque não basta curarmos a nossa mente alimentando ela com informações que nos façam enxergar esse complexo fenômeno que é a violência doméstica, é preciso que a gente cure o nosso coração, que é a morada das nossas emoções, é preciso que a gente cure os registros que carregamos no fundo das nossas almas, para que o ciclo da violência não se perpetue, não continue a se manifestar em novas relações, é preciso que a gente cure o nosso corpo de todos os traumas, medos e violações que nós mulheres já vivemos ao longo das nossas histórias pessoais e das culpas que carregamos. Mas para isso, temos que seguir alguns passos. Primeiro precisamos receber as informações básicas, compreender o que é a cultura patriarcal, que é em poucas palavras aquela concebida há mais de 5.000 anos, que coloca o homem, pai, como centro das tomadas de decisões, como o que organiza e estrutura uma sociedade, e a mulher como "filha", ou "esposa", que obedece, mas que não tem voz. Precisamos compreender o que significa o machismo, entender que machismo é um preconceito, um preconceito que nos paralisa. É esperar que mulheres e homens se comportem de formas estereotipadas pela sociedade. [cont. nos comentários]

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Usuários das redes sociais comentaram sobre a importância do projeto:

Violência contra a mulher