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Igual a Gio Ewbank: dicas de como preparar chá de bebê virtual

Reprodução / Instagram
Imagem: Reprodução / Instagram

Nathália Geraldo

De Universa

09/07/2020 13h39

"Quantos centímetros tem a barriga?", "Favor trazer fralda do tamanho P". Frases que se ouviam em todos os chás de bebês, assim como a rotina de quem está em isolamento social, migraram para o ambiente virtual.

A apresentadora Giovanna Ewbank, que acaba de dar à luz Zyan, optou por uma versão na internet e solidária: todos os produtos escolhidos pelos participantes do chá de bebê, organizando na plataforma da marca Huggies, serão entregues ao projeto Aldeias Infantis SOS do Brasil.

Esse não é o único modelo. Mesmo que os responsáveis pelo bebê ainda promovam o evento, os convidados viram rostinhos em videochamadas para acompanhar o momento à distância. Foi o que o sertanejo Sorocaba e a modelo Biah Rodrigues fizeram, por exemplo.

Há ainda projetos, como o Aconchego, de Manaus, que ajudavam mães em situação de vulnerabilidade e que, por conta da pandemia de coronavírus, transferiram esforços para arrecadar os presentes, como roupinhas e lenços umedecidos, por meio de sites ou redes sociais.

Veja as opções e como preparar seu chá de bebê virtual.

Chá de bebê virtual

Grávida conversando pela internet - leszekglasner/Getty Images/iStockphoto - leszekglasner/Getty Images/iStockphoto
Promover o chá de bebê virtualmente já se tornou realidade de muitas grávidas
Imagem: leszekglasner/Getty Images/iStockphoto

De acordo com a Huggies, marca de produtos para cuidados com bebês, desde que começou a pandemia de coronavírus no Brasil, a plataforma de chá de bebê virtual da empresa registrou um aumento de procura de 200% — do início do ano passado, quando foi criada, até agora já foram 7 mil eventos realizados por ali. Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso divulgaram nas redes o "Chá de bebê solidário do Zyan",que direcionará os produtos para a ONG Aldeias Infantis.

No site, é possível comprar "cotas", como um mês de fraldas (R$ 126, 70), de lenços umedecidos (seis pacotes por R$ 61,71) e kit banho (com shampoo, condicionador, colônia e sabonete líquido, por R$ 40,25), para serem entregues a quem organiza o evento — ou enviadas para alguém que precise.

Criando lista de chá de bebê virtual

Na plataforma da Huggies, os responsáveis pelo bebê criam uma lista de presentes que pode ser compartilhada por redes sociais e pelo WhatsApp aos convidados por meio de um link. Podem ser solicitados presentes ou créditos para trocar por produtos na loja virtual. No site, os convidados ainda podem mandar mensagens para os pais.

Mas, se você prefere fazer de forma mais autônoma, organizar uma conversa por videochamada com seus convidados pode ser mais fácil do que parece. Crie uma sala de bate-papo em aplicativos como Skype, Zoom ou Google Hangouts. Combine com seus convidados uma data e um horário e, se estiver no clima, vale a pena adaptar as brincadeiras e a decoração do chá de bebê presencial para o ambiente virtual. Aqui, vale:

  • Perguntar para os convidados quanto eles acham que sua barriga está medindo e, então, revelar o tamanho na transmissão do vídeo
  • Falar sobre o significado ou a escolha do nome do bebê
  • Fazer uma tour pelo quarto do bebê, mostrando os preparativos para a chegada dele
  • Organizar brincadeiras, como "stop", em que os convidados precisam anotar palavras associadas ao mundo das crianças no menor tempo possível, ou "perguntas sobre os pais", em que familiares e amigos são desafiados a responder sobre fatos da infância ou do comportamento da família que está esperando o bebê

Corrente de ajuda a quem precisa

Em Manaus, a arrecadação solidária de enxovais e itens para recém-nascidos também foi parar na internet. O projeto "Aconchego Corrente de Solidariedade" desde abril tem um site que reúne as doações para grávidas que estão em situação de vulnerabilidade e vão dar à luz no meio da pandemia. "Desde 2008, já ajudamos mais de 1.200 mulheres de Manaus; em breve, vamos abrir uma conta bancária para receber doações também de outros estados", explica a criadora da ação Elke Santana Aucar.

A organizadora conta que a ideia do projeto surgiu no offline, há 12 anos, e ganhou fôlego depois que ela mesma foi mãe, de Bruno, hoje com 7 anos, e se comprometeu a levar as ajudas adiante.

"Um dia eu ajudei uma mulher que me parou na rua e pediu coisas para o bebê dela; como eu não tinha, mandei mensagem para minhas amigas mães, que doaram berço, roupinhas, o que tivesse", conta. "Passaram alguns anos, e meu filho nasceu de seis meses e teve muitas complicações. Prometi a Deus que se ele ficasse vivo, eu tocaria o Aconchego para ajudar mais mulheres".

Elke conta que a entrega dos itens para a mãe acontece sempre no oitavo ou no nono mês de gestação e que, para quem vai ter bebê em agosto, as inscrições já estão abertas pelas redes sociais do Aconchego. Quem quiser doar também pode entrar em contato com o projeto, que conta com cinco voluntários. As doações podem ser de objetos novos ou usados em bom estado.

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