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Modelo Munroe Bergdorf explica tatuagem que diz 'Proteja crianças trans'

A modelo afirma que, para pessoas muitas trans, tatuagens representam uma reivindicação sobre o próprio corpo - Reprodução/Twitter
A modelo afirma que, para pessoas muitas trans, tatuagens representam uma reivindicação sobre o próprio corpo Imagem: Reprodução/Twitter

De Universa, em São Paulo

26/06/2020 21h05

A modelo Munroe Bergdorf, o primeiro rosto trans da L'Oréal, explicou à Vogue Britânica o significado da tatuagem que fez em março deste ano: a frase "protect trans kids" ("proteja crianças trans", em português), no braço.

"Eu tatuei Proteja Crianças Trans no meu braço, acho que mais ou menos na mesma época que a Mermaids — o projeto do qual sou apoiadora — estava sendo atacado na imprensa. As pessoas estavam tentando retirar seus patrocínios. Eu queria prometer que ela sempre vai estar lá, e que as crianças que me veem nas revistas, fazendo o que quer que eu faça, possam ver isso no meu corpo e pensar, 'É essa a causa que ela defende.'"

A modelo afirma que, para pessoas muitas trans, tatuagens têm um significado especial: "Acho que vemos nossos corpos de um jeito diferente das pessoas cis".

"Ajuda a reivindicar sua própria narrativa, olhar para uma parte de seu corpo e celebrá-la com uma tatuagem. Eu tinha cicatrizes de automutilação no meu braço, e decidi fazer uma tatuagem em cima elas não para cobrir, mas para celebrá-las."

Munroe foi recontratada pela L'Oréal Paris três anos após ter seu contrato cancelado por postar nas redes sociais que não tinha mais energia para falar sobre a violência racial praticada por "TODAS as pessoas brancas". A mensagem foi escrita como resposta às manifestações pró-supremacia branca em Charlottesville, nos Estados Unidos.

Agora, diante das manifestações no país após a morte de George Floyd, segurança negro que foi asfixiado por um policial branco no dia 25 de maio, a presidente da L'Oréal Paris afirmou lamentar a decisão tomada em 2017:

"Embora ambas concordemos hoje que rótulos negativos não devem ser usados para definir todos os indivíduos em qualquer grupo, eu entendo muito melhor a dor e o trauma que estavam por trás das palavras de Munroe naquela época e a urgência que ela sentiu ao falar em defesa da comunidade negra contra o racismo sistêmico", escreveu Delphine Viguier no Instagram.

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