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Como manter flerte na 'carentena' sem esfriar? Dicas para ajustar relações

"Vamos abrir um vinho, cada um na sua casa?": no isolamento, flerte tem mudado a vida dos solteiros - Ksenia Zvezdina/Getty Images/iStockphoto
"Vamos abrir um vinho, cada um na sua casa?": no isolamento, flerte tem mudado a vida dos solteiros Imagem: Ksenia Zvezdina/Getty Images/iStockphoto

Nathália Geraldo

De Universa

24/06/2020 04h00

No clássico sertanejo, a dupla Chitãozinho e Xororó conta como é difícil viver "60 dias apaixonado" distante da pessoa que se ama. Quem está em isolamento social — por conta da necessidade de se achatar a curva de contaminação do coronavírus — já pode ter passado em muito desse número. Nem todo mundo está interessado em dar conta da vida amorosa (e sexual) agora. Mas, para aqueles que estão, como manter a paixão, o flerte, o contatinho por tanto tempo?

A modelo Fernanda Lacerda, que ficou conhecida como a Mendigata, do Pânico, contou para a revista "Quem" que tem mantido a paquera virtual mesmo sem sair de casa. Para os solteiros, contudo, alimentar um "webnamoro" tem seus prós e contras. Uma das soluções, aponta Carol Tikian, do Soltos, blog de Universa, é lidar com tudo isso com cara de pau e naturalidade. Veja mais dicas.

Como manter a paquera no isolamento social?

Quem é solteiro e passou a trabalhar, estudar, se divertir e se reunir com amigos sem sair de casa por conta da pandemia pode sentir falta de um aspecto da vida: a amorosa. Se você não se empolga com a ideia de fazer uma rodada de speed date (como a repórter de Universa experimentou!), reativar contatos do passado ou entrar em aplicativos de relacionamento podem ser uma saída para vivenciar um amor de pandemia.

Em alguns casos, há quem tenha assumido um "relacionamento" com alguém com que já se relacionou, e, na solidão da pandemia, serve como uma companhia virtual para trocar mensagens sobre o dia ou assistir a uma série juntos (sem o contato físico, é claro).

Fato é que, sem a perspectiva de um encontro presencial, ou seja, sem uma data para o isolamento social acabar em muitos lugares do Brasil, os solteiros precisam se esforçar para manter o flerte sem perder a criatividade.

Para Carol Tikian, criadora do canal no Youtube e do blog Soltos ao lado de André Lage, valem duas regras nesse jogo: agir com naturalidade e, nos contatos virtuais, ser cara de pau. "Não se preocupe em impressionar, tem que ser natural. E é bom entender que todo mundo está oscilando emoções; então, tudo bem a pessoa ficar dois dias sem responder, às vezes ela estava lavando o banheiro ou tendo alguma dificuldade emocional mesmo".

Requentando o contatinho...

A cara de pau, explica Carol, é assumir o fato de que as conversas virtuais "não começam nem terminam". "Quem está requentando o contatinho conta com o benefício de ter momentos em comum para falar. Então vale dizer que viu alguma coisa que lembrou a pessoa, mesmo que seja mentira!", explica.

Esqueça o "oi, sumido!" e tente, no papo pelas redes sociais ou pelo WhatsApp, puxar momentos de conexão real do passado. Se a pessoa não der abertura, é claro, respeite e encerre a tentativa.

Novo match: use um "quebra gelo"

Não à toa, os aplicativos de relacionamento viram os acessos dispararem neste período de "carentena". As novas conversas virtuais vêm com um desafio: criar intimidade e ser divertido sem a perspectiva do encontro real.

"É bom fugir da pergunta: 'como vai sua quarentena?'. Isso não gera vontade de começar uma conversa. Quebre o gelo falando algo com humor ou nonsense. Algo do tipo: 'Organizei todas as minhas gavetas aqui em casa e descobri que só tenho peças brancas e pretas, você acha que sou uma gótica pós-moderna?", brinca Carol.

Stalkear, a melhor ferramenta do flerte

Ir às redes sociais da pessoa para stalkear também pode gerar conteúdo para o papo virtual. Como você não sabe muito sobre a pessoa, aposte em informações gerais, como sobre a viagem que ela pode ter feito no Ano-Novo e pergunte sobre dicas do lugar, qual é o melhor momento para ir.

Próximo passo: "Vamos ver Netflix juntos?"

Separados pelo isolamento, há outros programas virtuais que os contatinhos podem criar para não deixar o diálogo esfriar.

  • Dia de cinema: "Vocês podem escolher um filme juntos e depois conversar sobre ele", sugere Carol. Plataformas de streaming, como a Netflix, são uma boa saída.
  • Do texto para o "Skype-date": se vocês estiverem trocando mensagens de texto, pelo WhatsApp ou pelo Instagram, tentem migrar para os recados por áudio. E, então, cabe sugerir uma videochamada. "Aí é só ligar a câmera, abrir um vinho e papear".
  • Fale sobre a rotina, dando ganchos para a conversa. Comente que vai fazer um prato e, mais tarde, envie uma foto sobre ele. Assim, a troca de mensagens se mantém mais natural e frequente.

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