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Vítima de tráfico sexual é libertada dois anos após matar agressor; entenda

Chrystul Kizer, de 19 anos, tinha 16 quando conheceu seu agressor e passou a ser traficada para outros homens - Getty Images
Chrystul Kizer, de 19 anos, tinha 16 quando conheceu seu agressor e passou a ser traficada para outros homens Imagem: Getty Images

De Universa, em São Paulo

23/06/2020 18h25

Uma jovem de 19 anos, vítima de tráfico sexual, foi libertada ontem pela Justiça norte-americana. Há dois anos, ela confessou ter matado o homem que a teria violentado e a traficado para outros agressores.

Chrystul Kizer passou dois anos em um centro de detenção em Wisconsin aguardando julgamento, e poderia enfrentar a pena de prisão perpétua, mas foi inocentada com o apoio da sociedade civil, que criou um fundo financeiro para custear sua defesa e pressionou autoridades por sua libertação.

Segundo o Washington Post, Kizer conheceu seu suposto agressor, Randall Volar III, um homem branco de 34 anos, em 2018, e ele sabia que ela tinha 16 anos na época.

A jovem disse ao jornal norte-americano que foi abusada sexualmente por mais de um ano, período em que Volar III a traficou para outros homens por meio do site Backpage, derrubado há dois anos 2018 por sua associação com o tráfico sexual de crianças.

O agressor foi morto por Chrystul Kizer, que atirou na cabeça dele duas vezes e incendiou sua casa, em junho de 2018.

Kizer disse às autoridades que estava se defendendo — Volar III teria prendido a jovem no chão depois que ela se recusou a fazer sexo com ele.

Outras acusações

Kizer não foi a única jovem negra abusada e traficada por Volar III.

Ele já havia sido preso em 2017, depois que um garoto de 15 anos chamou a polícia da casa de Volar e disse que havia sido drogado por ele. Mais tarde, ele foi novamente investigado por usar um computador para facilitar um crime sexual infantil e agressão sexual, mas ele foi libertado no mesmo dia em que foi preso e permaneceu livre enquanto a polícia o investigava por abusar de várias meninas.

Violência contra a mulher