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Primeira modelo negra a estampar capa da Vogue denuncia racismo na moda

"Não existe diversidade no alto escalão", afirma a supermodelo Beverley Johnson - Reprodução/Instagram
"Não existe diversidade no alto escalão", afirma a supermodelo Beverley Johnson Imagem: Reprodução/Instagram

De Universa, em São Paulo

18/06/2020 17h05

Em agosto de 1974, Beverly Johnson fez história ao se tornar a primeira mulher negra a estampar a capa da revista Vogue. Hoje, aos 67 anos de idade, ela denuncia: a indústria da moda continua racista.

"Não existe diversidade no alto escalão. Nenhuma. Não temos um lugar à mesa. Não temos representação no mundo da moda", disse em entrevista ao programa Good Morning America.

A supermodelo argumenta que ter modelos negras não é suficiente, já que os cargos responsáveis por tomar decisões e movimentar dinheiro continuam sendo exclusividade de pessoas brancas.

"Do lado de fora, você vê modelos negras e parece que estamos indo a algum lugar. Mas basicamente, da parte financeira, nós não participamos."

Em um artigo escrito para o Washington Post nesta semana, Beverly sugeriu que Anna Wintour — editora-chefe da Vogue — crie a "regra Beverly Johnson", que determinaria que "pelo menos dois profissionais negros devem ser entrevistados para posições de influência".

"Eu também convido executivos-chefes de empresas dos ramos da moda, beleza e mídia a adotarem essa regra", escreveu a supermodelo.

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