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Você nem imagina que esses fatores podem atrapalhar o seu orgasmo

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orgasmo Imagem: iStock

Heloisa Noronha

Colaboração para Universa

09/06/2020 04h00

Entrar no clima através de uma sessão prolongada e excitante de preliminares nem sempre é o suficiente atingir o pico do prazer. É claro que o astral do dia e a conexão com o parceiro ou parceira também influenciam nas chances de ter um orgasmo, mas existem alguns fatores que, provavelmente, muitas mulheres têm deixado de prestar atenção - e muitas vezes eles estão longe dos lençóis.

Vale dar uma lida e refletir quantos dos estão a impedindo de aproveitar ao máximo tudo o que sexo tem de bom para oferecer.

9 fatores que podem estar atrapalhando seu orgasmo

1. Dificuldade de viver o presente: Preocupações com o trabalho, as tarefas domésticas, os filhos e os boletos costumam impedir a mente de relaxar na hora do sexo, afetando também a resposta ao contato físico. Para piorar, a pandemia do coronavírus e as consequentes incertezas em relação ao futuro fez com muita gente mergulhasse de cabeça num mar de medo de ansiedade, dificultando a entrega sexual. É importante aprender a separar o que você pode ou não controlar e o que consegue ou não resolver em determinados momentos. Focar no momento em que está com o parceiro, deixando de lado distrações ou angústias, é o caminho ideal para se envolver realmente com a experiência e, assim, obter o prazer que merece.

2. Baixa autoestima sexual: Sabe qual a sua principal representação? As comparações. Achar que as amigas são mais experientes e soltas na cama, imaginar o que o parceiro fazia com a ex (que devia ser super gostosa) na cama, buscar uma performance arrasadora digna de estrela pornô e idealizar uma noite quente como a cena tórrida daquele filme que já viu cem vezes são atitudes improdutivas que só sabotam a sua sexualidade ao jogar luz sobre os outros e não nas suas necessidades. Abstraia esse tipo de insegurança se quiser ser feliz no sexo.

3. Falta de comunicação com o parceiro: Intimidade física é bem diferente de ter uma conexão sexual real com o parceiro. Se você evita, por algum motivo, expor incômodos, abrir o jogo sobre o que gosta e revelar fantasias e desejos, em algum nível é possível que venha encarando o sexo como uma experiência frustrante, o que pode prejudicar suas chances de gozar. Estar à vontade durante a relação sexual, sem ter vergonha e expressando o que curte ou não ao parceiro é fundamental.

4. Desconhecimento do próprio corpo: Por mais que o sexo venha sendo tratado com mais naturalidade, não é toda mulher que lida bem com a masturbação. No entanto, ela é uma ferramenta importante para conhecer o próprio corpo, incluindo cada partezinha da sua anatomia íntima, e identificar quais são os seus pontos sensíveis ao estímulo e que tipo e ritmo de toque provoca prazer. Aventure-se nessa jornada, de preferência com um pequeno espelho diante da vulva, e aprenda mais sobre si mesma.

5. Crenças limitantes: Experiências de repressão sexual na infância - como receber um castigo por ter sido pega se masturbando -, educação conservadora e certas convicções religiosas podem levar uma mulher a acreditar que o seu corpo é sujo e que a livre expressão na cama é "coisa de vagabunda". O orgasmo é uma entrega total dos sentidos à vivência do prazer, mas ideias restritivas e preconceituosas em relação ao sexo podem impedir a mulher de se jogar de cabeça na transa, dificultando o clímax.

6. Focar apenas no clímax: "Será que agora eu vou gozar?", "dessa vez eu chego lá?", " o que há de errado comigo?"... Essas e outras dúvidas semelhantes são típicas de uma mente feminina tensa e estressada, que concentra todas as suas energias no fim da experiência e não no caminho. Tanta ansiedade faz mal, porque afeta as sensações, e podem surtir justamente o efeito contrário ao desejado. Se quer obter prazer, se concentre em todo o percurso - que pode, obviamente, ser gostoso - em vez de ficar angustiada com a expectativa de ter ou não um orgasmo.

7. Superestimar como é um orgasmo: Cada mulher reage de um jeito e que um orgasmo nunca é igual ao outro. Algumas gritam, mordem e se contraem, enquanto outras apenas suspiram e sorriem. Há orgasmos que dão "choquinhos", alguns que esquentam todo o corpo, outros amolecem... A duração também é variável. Querer adotar parâmetros é restringir a própria experiência.

8. Estimular o clitóris de forma inadequada: Não importa a maneira: dedos, sex toys, língua do parceiro... Receber uma carícia diretamente na cabecinha do clitóris, sem nenhum tipo de preparação prévia, pode ser dolorido e atrapalhar a mulher na hora de entrar no clima. O clitóris é a parte mais sensível do corpo feminino, por isso deve ser explorado com cuidado, primeiro nas laterais, devagarinho. À medida que a mulher for ficando excitada e lubrificada, o estímulo pode ir ganhando um pouco mais de vigor - mas, ainda assim, com cautela.

9. Negligenciar consultas médicas de rotina: Distúrbios hormonais, doenças neurológicas e certos medicamentos podem afetar a libido e, consequentemente, o prazer. É importante manter uma rotina de exames e check-ups em dia para que qualquer alteração seja diagnosticada e tratada o quanto antes. Além disso, consultas frequentes ao ginecologista também podem revelar as razões por trás de dores na penetração, conduzindo à necessidade ou não de procurar a ajuda de um terapeuta sexual.

Fontes consultadas: Arnaldo Barbieri Filho, psiquiatra, sexólogo e diretor do IES (Instituto de Estudos da Sexualidade), de Ribeirão Preto (SP); Erica Mantelli, ginecologista, obstetra e especialista em saúde sexual, de São Paulo (SP); Livia Marques, psicóloga, do Rio de Janeiro (RJ), e Roberta Ribeiro, especialista em infectologia pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), instrutora de Mindfulness pela Escola Médica da Universidade de Massachusetts (EUA) e podcaster do Mindful Moment.

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