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Direitos da mulher

Escócia determina que 50% de cargos de gerência precisam ir para mulheres

A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon - POOL
A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon Imagem: POOL

De Universa, em São Paulo

09/06/2020 08h58Atualizada em 09/06/2020 11h15

O governo escocês definiu na semana passada novas diretrizes de diversidade e inclusão para órgãos governamentais. De acordo com as determinações, ao menos 50% dos cargos de gerência de qualquer organização ligada ao governo precisam ser ocupados por mulheres.

O texto ainda deixa claro que mulheres transgênero devem ser incluídas nesta estatística: "A palavra 'mulher' se refere aqui também a qualquer pessoa que passou, está passando ou propõe passar pelo processo governamentalmente protegido de redefinição de gênero, ou por parte do processo, e está vivendo continuamente como mulher".

Critérios

A diretriz ainda esclarece os critérios que serão usados para definir esta última categoria, de pessoas que estão "vivendo continuamente como mulheres". Não se trata de uma forma de se vestir ou de se comportar, e sim de uma série de outras confirmações.

Entre elas, o texto do governo cita o registro de nomes femininos em documentos oficiais e o uso de pronomes femininos no dia a dia. A pessoa se identificar e ser identificada por outras pessoas como uma mulher também faz parte do processo de confirmação.

Esperança

Em março, por causa da pandemia do novo coronavírus, o governo escocês pausou a tramitação de uma lei no parlamento do país que tornaria mais simples a mudança de gênero em documentos oficiais.

Esta nova diretriz publicada pelo governo deu esperança a ativistas como o ator David Painsley, que tuitou dizendo que a nova regra indica o comprometimento do parlamento escocês com reformas que facilitem a vida de pessoas trans no país.

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