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Estilista questiona ações de Celine e Saint Laurent no combate ao racismo

O estilista Jason Bolden - Getty Images
O estilista Jason Bolden Imagem: Getty Images

De Universa, em São Paulo

05/06/2020 22h01

O estilista Jason Bolden está chamando para a pauta de combate ao racismo as grifes Celine e Saint Laurent — isso em meio à mobilização após a morte de George Floyd, homem negro brutalmente assassinado por um policial branco em Minneapolis, nos Estados Unidos.

No começo da semana, as duas marcas se uniram a milhões de pessoas que manifestaram apoio ao movimento Black Lives Matter (vidas negras importam, em português) nas redes sociais. A Celine, por exemplo, disse na legenda que é "contra todas as formas de discriminação, opressão e racismo".

Bolden — que é negro e tem clientes como Yara Shahidi e Taraji P. Henson —, no entanto, apontou uma contradição: nenhuma das grifes costuma vestir celebridades negras.

"Esperem, vocês não vestem nenhuma celebridade negra, a menos que elas tenham uma estilista branca", comentou Bolden no post de Celine no Instagram. Muitos outros usuários do aplicativo fizeram críticas semelhantes.

Desde que o estilista Hedi Slimane assumiu o cargo de diretor criativo da Celine, em fevereiro de 2018, o site especializado em moda Diet Prada calcula que, durante os seis desfiles desde então, menos de 15% dos looks foram apresentados por modelos negros.

"Não apenas esta marca, mas todas elas. Sejam honestos sobre como tratam pessoas negras. Nós vemos e não apoiamos [as marcas] até que nos apoiem", completou Bolden. "A Saint Laurent é outra".

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