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Após morte de George Floyd, Grindr anuncia que vai remover filtro de etnias

Grindr remove filtro de etnia em protesto contra racismo - Reprodução/Instagram @grindr
Grindr remove filtro de etnia em protesto contra racismo Imagem: Reprodução/Instagram @grindr

De Universa, em São Paulo

02/06/2020 09h34Atualizada em 02/06/2020 13h36

O aplicativo de relacionamento Grindr anunciou ontem que vai remover o filtro de etnias para reafirmar seu compromisso com o combate ao racismo e ao discurso de ódio.

A divulgação da decisão veio em meio aos protesto contra a morte de George Floyd — homem negro morto asfixiado após um policial branco pressionar o joelho em seu pescoço, em Minneapolis (EUA).

O filtro do aplicativo permite que usuários pagantes possam deixar de visualizar pessoas de determinadas etnias e já sofria críticas por fomentar o racismo na comunidade LGBT.

O anúncio foi feito no Twitter do Grindr, que usou o espaço para se posicionar contra a violência policial e o racismo no caso de Floyd.

"Nós não ficaremos em silêncio, e nós não ficaremos inativos", diz a publicação.

Confira o texto na íntegra:

"Nós nos colocamos ao lado do movimento "Black Lives Matter" ("Vidas Negras Importam") e de centenas de milhares de pessoas Queer negras que logam no nosso aplicativo todos os dias. Nós não ficaremos em silêncio, e nós não ficaremos inativos. Hoje nós estamos fazendo uma doação para o Instituo Marsha P. Johnson e Black Lives Matter, e incentivamos vocês a fazerem o mesmo se puderem. Nós vamos continuar combatendo o racismo no Grindr, por meio de diálogo com a nossa comunidade e uma política de zero tolerância com racismo e discurso de ódio na nossa plataforma. Como parte desse comprometimento, e baseado nos nossos feedbacks, nós decidimos remover o filtro de etnias na nossa próxima atualização."

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