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Policial da Flórida é suspenso por empurrar mulher ajoelhada em protesto

1º.jun.2020 - "Vidas negras importam", diz o cartaz que a mulher segura em protesto realizado em Londres, nesta segunda-feira, após a morte do afro-americano George Floyd, nos Estados Unidos - Dan Kitwood/Getty Images
1º.jun.2020 - "Vidas negras importam", diz o cartaz que a mulher segura em protesto realizado em Londres, nesta segunda-feira, após a morte do afro-americano George Floyd, nos Estados Unidos Imagem: Dan Kitwood/Getty Images

De Universa, em São Paulo

01/06/2020 15h18

A polícia de Fort Lauderdale (50 km de Miami), nos Estados Unidos, suspendeu um policial que aparece em um vídeo empurrando uma mulher ajoelhada no chão durante protestos ontem pelo assassinato de George Floyd, no dia 25 de maio. De acordo com o site da Associated Press, uma colega do policial rapidamente o afastou da mulher. A atitude do oficial agressor, porém, levou as pessoas a atirarem garrafas em sua direção, o que causou um tumulto.

O policial Steven Pohorence estava no local para socorrer outro policial, que tinha sido cercado e acuado pelos manifestantes, disse hoje o chefe da corporação, Rick Maglione. Ele afirmou que algumas pessoas pularam em um carro de patrulha.

Segundo Maglione, foi nesse momento que a mulher foi empurrada por Pohorence. As ações dele vão ser investigadas pelo Departamento de Polícia da Flórida.

Maglione disse que entende por que alguns acreditam que o empurrão provocou a multidão a jogar garrafas, mas ele afirma que havia pessoas com tijolos, garrafas, fogos de artifício e outros objetos esperando para iniciar uma briga com a polícia. Ele disse que a manifestação foi pacífica e se dispersou até o momento em que alguns cercaram os oficiais.

"Não acho que a ação (de Poherence) tenha criado o que ocorreu... Estávamos no processo do resgate de um oficial que se transformou no resgate de outro policial", afirmou. Mas, acrescentou, as ações de Poherence "poderiam ter aumentado o que estava acontecendo". Ele elogiou a oficial que afastou Poherence da mulher.

"Ela fez o que você deveria fazer quando você vê adrenalina ou emoção ou algum tipo de interação indo por água abaixo... Esse é o nosso trabalho, é intervir", disse ele.

O prefeito de Fort Lauderdale, Dean Trantalis, afirmou que considerou as ações de Poherence "ofensivas" e que está feliz pelo fato de o departamento o ter suspendido. "Eu acho que é algo que nunca deveria ter acontecido", disse o prefeito.

Em outros lugares da Flórida, ontem, policiais dispararam gás lacrimogêneo contra manifestantes que chegaram à rodovia Interstate 4, no centro de Orlando, enquanto várias cidades e condados do estado emitiam toques de recolher noturnos para conter as grandes multidões que protestavam contra os mais recentes assassinatos de negros pela polícia.

Autoridades da polícia de Orlando tuitaram que manifestantes jogaram pedras, garrafas e equipamentos de construção em sua direção e que eles foram forçados a fechar temporariamente um trecho da estrada principal que atravessa a área metropolitana na noite de domingo.

Em Miami-Dade, o município mais populoso do estado, o prefeito, Carlos Gimenez, disse que adiaria a reabertura das praias, que estava programada para hoje, pela primeira vez desde março, por causa da pandemia do novo coronavírus.

Autoridades afirmaram que o toque de recolher noturno continuaria até que fossem reduzidas as ameaças de protestos com violência.

Em Miami, West Palm Beach, Jacksonville, Orlando e Tampa, protestos pacíficos se tornaram mais violentos em alguns momentos no fim de semana, com algumas pessoas jogando objetos contra policiais vestindo roupas anti-motim. A polícia usou gás lacrimogêneo para intimidar a multidão.

Em West Palm Beach, os manifestantes bloquearam brevemente a Interstate 95 no domingo.

Os manifestantes exigiam justiça por George Floyd, o homem negro que morreu depois de ser asfixiado, no chão e algemado, por um policial branco em Minneapolis, que usou o joelho para pressionar o pescoço da vítima.

Muitos protestos foram em grande parte pacíficos em todo o estado no domingo, com milhares se reunindo em Daytona Beach, Jacksonville, Stuart e Tampa. Alguns organizadores intensificaram os esforços para conter suas manifestações e impedir a violência.

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