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Presidente da OAB-MT nega agressão contra mulher e pede medida protetiva

Leonardo Campos, presidente da OAB-MT, e a mulher Luciana Póvoas - Reprodução/Instagram
Leonardo Campos, presidente da OAB-MT, e a mulher Luciana Póvoas Imagem: Reprodução/Instagram

Bruna Barbosa

Colaboração para Universa

31/05/2020 18h26

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), Leonardo Campos, afirmou que solicitou uma medida protetiva após a mulher dele, Luciana Póvoas, acionar a polícia por causa de uma discussão na noite de quarta-feira (27). Leonardo ainda ressaltou que pediu que a Comissão do Direito da Mulher do órgão que preside acompanhe todas as fases do caso.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Leonardo informa que está "sentindo fortemente as consequências de se manter calado". No entanto, o presidente do órgão ressalta que pretende preservar a família "a ter qualquer status profissional".

Em sua versão, Leonardo explica que se "apressou" para voltar para casa após receber uma ligação do filho de 17 anos, dizendo que a mãe estava "muito alterada e agressiva". Chegando na residência, ele presenciou a mulher e o adolescente discutindo. O casal teria então se desentendido. Ele afirma, no entanto, que não houve agressão à mulher.

Para Universa, Luciana contou que, naquele dia, buscava por notícias do marido, que demorou para chegar em casa — e com quem vive uma relação conflituosa que, segundo ela, envolve agressões físicas. Em determinado momento, ela teria pedido para que o filho de 17 anos entrasse em contato com o pai com medo de que algo tivesse acontecido com Leonardo.

"Pensei que tinham sequestrado, roubado o carro e feito algo com ele. Meu filho ainda usou meu celular para pedir notícias dele", disse ela.

"Em momento algum houve agressão"

Em depoimento à polícia, a advogada afirmou que, naquela noite, Leonardo teria dado "um empurrão" nela. Luciana contou que o marido tinha sinais de embriaguez e, cansada dos episódios de agressão, revidou com um tapa nas costas dele.

"Nesse momento, ela disse que chamaria a polícia. Concordei e sugeri que era o melhor a ser feito. Acionada a polícia, fomos até a delegacia e, assistida pela presidente do Conselho Estadual de Defesa das Mulheres, Luciana prestou seu depoimento e reafirmou que em momento algum houve agressão", afirma ele para Universa, por meio de sua assessoria.

Uma prima de Luciana, que preferiu não se identificar, disse para Universa que o que aconteceu foi uma "discussão de casal". Ela afirmou que acompanhou a vítima até a delegacia e teve acesso ao depoimento, além de ter ouvido a versão do filho do casal.

"É nítido que tiveram um desentendimento de casal. A relação dos dois sempre foi de amizade. Tiveram um desentendimento que acabou polarizado. No momento, nos cabe resolver da melhor maneira possível", ponderou a prima.

Além da seccional de Mato Grosso, a OAB nacional deve investigar e acompanhar os fatos. Por meio de nota, a OAB-MT informou que acompanhará "cada fase da apuração", seguindo os ritos legais previstos na legislação, assim como encaminhará a documentação relativa ao caso para o Conselho Federal da OAB.

Violência contra a mulher