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"Toque seu corpo, aproveite que o mundo parou", ensina mestra tântrica

Isolamento social pode ser oportunidade para despertar energia sexual, vital e criativa. Que tal testar? - Getty Images
Isolamento social pode ser oportunidade para despertar energia sexual, vital e criativa. Que tal testar? Imagem: Getty Images

Nathália Geraldo

De Universa

30/04/2020 04h00

"Se reaproxime do corpo, independentemente do grau da libido, use o banho como espaço de meditação. Explore as possibilidades de prazer na masturbação, para intensificar o autoconhecimento do corpo. Aproveite esse momento que tudo parece suspenso".

As orientações da mestra tântrica e filósofa Carol Teixeira são para as mulheres que estão em isolamento social e que, mesmo sem uma parceira ou parceiro do lado, podem explorar a "energia sexual, vital e criativa" que têm dentro delas - um dos conceitos mais comuns da prática do tantra.

Não precisa estar com o tesão disparado para ter uma experiência tântrica. Aliás, Carol defende que o tantra é um caminho para o autoconhecimento da mulher ao descobrir as potências de seu próprio corpo, muito mais do que sexo.

"Use o banho como espaço de meditação. Explore as possibilidades de prazer na masturbação", orienta Carol Teixeira - Divulgação/Alle Manzano
"Use o banho como espaço de meditação. Explore as possibilidades de prazer na masturbação", orienta Carol Teixeira
Imagem: Divulgação/Alle Manzano

"É muito além do prazer sexual, de ter ou não libido. É autocuidado e uma resposta para uma sociedade que nos alienou do poder do nosso corpo. Acho que a quarentena é um ótimo momento para a mulher se dedicar a isso". E sozinha, diz Carol. "Essa ideia de que você precisa de um parceiro ou parceira para ativar sua energia sexual vem da cultura patriarcal que nos ensinou que somos um corpo para o outro", analisa.

Mãos, óleos e espelho

Despertar a energia sexual, vital e criativa, diz a mestra tântrica, pode ser mais simples do que parece. A mulher pode usar as próprias mãos, óleos essenciais e um espelho como ferramentas iniciais.

Tudo dentro do tantra— que, como terapia, pode até ajudar a superar traumas, além de potencialmente causar muitos orgasmos em apenas uma sessão— sugere que seja demorado.

"Toque seu corpo todo com a ponta dos dedos da forma mais sutil que puder", explica Carol. "Fique se olhando no espelho mentalizando amor pelo seu corpo, fazendo o exercício de afastar o olhar patriarcal. Passe óleos essenciais na pele, transmitindo amor através das suas mãos para você mesma, e pingue umas gotinhas no chão para ser afetada pelo cheiro".

Comer, "rezar" e amar

A mestre tântrica explica que o que a tem salvado do sentimento de medo e angústia que parece aplacar muita gente no isolamento social é entender que, para o tantra, tudo pode ser meditação. Fazer as refeições como um ritual, "sentindo os gostos e sabores", retomar um estado meditativo ao longo do dia e, se for transar, "desacelerar para sentir mais cada instante".

A dica, aliás, é uma das mais importantes para os homens que também buscam autoconhecimento por meio da energia sexual. "Com isso, descobrem um universo novo ao desacelerar, orgasmos que se espalham pelo corpo ao invés de ficarem só no genital, novos focos de prazer".

Tantra não é só sexo

O tantra é uma filosofia oriental que vai além das massagens tântricas, uma das ferramentas de autoconhecimento, e do sexo tântrico. Carol sugere o livro "Tantra, o culto da feminilidade", de Andre Van Lysebeth, para quem quer estudar mais sobre o tema, e cursos on-line que ela mesmo promove sobre empoderamento feminino através do tantra.

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