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Mães e filhos

Dormir longe, usar máscara e mais: o que o governo recomenda às lactantes

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Imagem: iStock

De Universa

15/04/2020 20h19

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) preparou orientações voltadas à proteção de gestantes e lactantes durante a pandemia do novo coronavírus. Entre elas está a recomendação de que os pais ou cuidadores durmam a pelo menos dois metros de distância do bebê e de que mesmo as mulheres saudáveis façam uso de máscara para amamentar.

O documento relembra que as gestantes fazem parte do grupo de risco da Covid-19 e esclarece dúvidas sobre a pandemia.

Grávidas infectadas

O texto informa que não existem dados que comprovem que a mãe possa transmitir o vírus para o bebê durante a gravidez. Porém, gestantes sofrem alterações em seus corpos que podem aumentar o risco de algumas infecções e fazem parte do grupo de risco para infecções respiratórias, devendo tomar todas as precauções sugeridas pelo Ministério da Saúde.

Lactantes infectadas

Sobre as lactantes infectadas, o ofício esclarece que ainda não há comprovação de que o novo coronavírus seja transmitido através do leite e que a mãe não precisa ser separada do bebê. Apesar disso, é imprescindível a adequada lavagem das mãos antes e depois da amamentação ou da ordenha do leite materno.

Durante a amamentação, todas, infectadas ou não, devem usar máscara para proteger o bebê de gotículas de saliva que possam ser transmitidas da mãe para o filho.

Pré-natal não deve ser cancelado

A regra é de que o pré-natal seja mantido normalmente, tomando sempre os cuidados de higiene e evitando contato e aglomerações. Caso a gestante apresente sintomas de gripe, consultas e exames de rotina devem ser adiados em 14 dias e, quando necessário, realizados em locais isolados de outras pacientes.

Grávidas com doenças respiratórias devem ser prioridade

O documento lembra a recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU) de que mulheres grávidas que já apresentam doenças respiratórias precisam ser tratadas com prioridade máxima.

Acompanhante no parto pode ser vetado

O principal alerta é de que é direito da mulher ter um acompanhante durante todo o trabalho de parto e internação hospitalar, mas, em quadros de riscos de transmissão para a saúde das mulheres, esse direito pode ser restringido, sem que configure negativa de direito.

Visitas na maternidade devem ser evitadas

Sobre as visitas prévias à maternidade, no âmbito do programa Rede Cegonha, a sugestão é de que sejam agendadas individualmente ou suspensas durante a pandemia, para evitar circulação de um grande número de pessoas.

Cuidados básicos

A forma de prevenção é a mesma recomendada para todas as demais pessoas. Lavar sempre as mãos com água e sabão, evitar aglomerações, evitar tocar os olhos e a boca. Caso precise sair de casa, utilizar máscara de proteção e caprichar na higienização.

Além disso, recomenda-se que haja distância de dois metros entre o berço do bebê e o leito da mãe.

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