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Mães e filhos

Taís Araújo conta como quarentena tem fortalecido sua conexão com os filhos

A atriz Taís Araújo, capa da revista L"Officiel - Fernando Thomaz
A atriz Taís Araújo, capa da revista L'Officiel Imagem: Fernando Thomaz

Do Universa, em São Paulo

13/04/2020 12h39

Taís Araújo se considera privilegiada neste momento em que vive a quarentena com o marido, o ator Lázaro Ramos, e os dois filhos do casal, Maria Antônia, 5, e João Vicente, 8. Otimista, a atriz diz esperar que o mundo saia "mais igualitário" após a crise com o coronavírus.

"Está uma rotina pesada de trabalho. Moro em uma casa grande e todos os funcionários foram liberados. Estamos, eu e Lázaro, dando conta da casa toda e mais das crianças, que estão tendo aula online. Mas estamos sobrevivendo e agradecemos todo dia: acordamos com saúde e a gente entende que somos absolutamente privilegiados porque temos um teto, temos uma casa, temos onde ficar", disse a atriz à revista L'Officiel, de que é capa e chega às bancas nesta semana.

Ela foi dispensada pela Globo das gravações da novela "Amor de Mãe", interrompida devido à pandemia do novo coronavírus. Sem o trabalho, a atriz diz que ficar em casa está permitindo que os dois passem mais tempo com os filhos.

"Estamos direto com os nossos filhos, nos olhando, nos reconhecendo - porque os filhos vão crescendo e vão criando suas maneiras de lidar com as coisas... Tem sido uma experiência interessante e importante. Meus pais são separados, mas minha mãe é generosa e eu e minha irmã pedimos que papai ficasse na casa dela. Isso me deixa mais tranquila, porque os dois estão juntos. Isolamento total de um idoso me deixa muito preocupada. Estamos assim: um dia de cada vez", diz.

Na entrevista, apesar do momento de incerteza que a pandemia coloca, ela revela que pode aprender coisas novas, entre elas, valorizar o outro e construir uma casa de bonecas.

"Tenho aprendido o quanto a gente não precisa de muita coisa para viver. E estou me certificando de o quanto o outro é importante e fundamental para a nossa sobrevivência, do quanto a sociedade funciona como um elo. Também aprendi a brincar de boneca - construí uma casa de vários cômodos com caixas de sapato para a minha filha, aprendi a ser um pouco professora, porque tenho feito trabalhos com eles... Aprendi ainda a fazer coisas da casa que nunca tinha feito por vários motivos — um deles é que trabalho desde 13 anos —, e aprendi que saúde é o que há de fundamental nessa vida, além de afeto e preocupação com o outro", afirmou.

Sobre o futuro pós-coronavírus, a atriz acredita que o mundo "vai mesmo se organizar com a simplicidade e entender que um está ligado ao outro". "É um olhar otimista que eu tenho para o final disso tudo. Triste ter que perder tantas vidas para isso, mas acho que vamos nos tornar uma sociedade mais fraterna e igualitária".

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