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Giorgio Armani anuncia que coleções vão durar mais após pandemia

Giorgio Armani durante a Semana de Moda de Milão, em 2015 - AFP Photo / Giuseppe Cacace
Giorgio Armani durante a Semana de Moda de Milão, em 2015 Imagem: AFP Photo / Giuseppe Cacace

Do UOL, em São Paulo

03/04/2020 15h56

O estilista Giorgio Armani publicou hoje uma carta aberta na publicação Women's Wear Daily criticando o ritmo das marcas fast-fashion.

No texto, ele explica que vê a pandemia do novo coronavírus como uma oportunidade para a indústria da moda se reinventar e abandonar as práticas típicas das lojas de departamento, que segundo o estilista criaram um "ciclo de entrega sem fim, com o objetivo de vender mais".

"Não trabalho assim, e acho que é imoral. Sempre acreditei na ideia da elegância atemporal, que não somente é um código estético preciso, mas também uma abordagem ao design e fabricação das peças que sugere uma forma de comprá-las: para fazê-las durarem."

Ele anuncia também que, durante a quarentena, suas equipes trabalharam por três semanas para reformular sua estratégia de vendas e garantir que as coleções de verão continuem disponíveis até o final da estação no hemisfério norte, em setembro.

O designer acrescenta: "Acho absurdo que, no meio do inverno, só se encontre vestidos de linho nas lojas, e casacos de alpaca no verão, pelo motivo simples de que o desejo de comprar precisa ser satisfeito imediatamente."

"Para o comércio, este vai ser um teste de estresse importante. Quero enviar meu sincero inventivo às operadoras de moda nos Estados Unidos, pelas semanas difíceis que estão por vir. Unidos, passaremos por isso. Mas precisamos estar unidos e operar em uníssono: essa talvez seja a lição mais importante que podemos aprender nesta crise."

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