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Mães e filhos

Ele fez uma live escondido da mãe: como controlar o uso da tecnologia?

Mason Disick - Reprodução / TikTok
Mason Disick Imagem: Reprodução / TikTok

De Universa

28/03/2020 13h39

Recentemente o menino Mason Disick, filho de Kourtney Kardashian, surpreendeu os pais ao criar uma conta no Instagram sem a permissão dos dois e entrar ao vivo para responder às perguntas do público. Ao saber do que tinha acontecido, a mãe do garoto excluiu o perfil e se pronunciou explicando que o considera jovem demais para a rede social.

As medidas não adiantaram muito: pouco tempo depois, Mason, que tem apenas 10 anos, fez outro perfil, desta vez no TikTok e mais uma vez ficou ao vivo, interagindo com outros usuários da rede.

Os perigos de as crianças ficarem sem supervisão na internet são muitos, entre eles o cyberbullying, os assédios e a pedofilia. Mas não é impossível que algumas delas "burlem" as regras, como foi o caso de Mason, para fazer uso indevido da internet. A seguir, explicamos como manter o olhar vigilante dentro de casa:

Conversar é tudo

O primeiro passo para fazer esse acompanhamento deve ser o diálogo. Os pais devem conversar com os filhos com o intuito de orientar sobre os riscos que a internet oferece. E, nessa conversa, vale estabelecer uma relação transparente e de confiança, com os adultos alertando sobre os conteúdos digitais acessados e sobre as possíveis pessoas que possam entrar em contato com as crianças.

"Os pais devem ter livre acesso aos dispositivos eletrônicos dos filhos, que precisam saber disso. É um combinado que deve ser estabelecido desde o início, pois a própria privacidade é uma conquista gradual", afirma a psicóloga Bia Sant'Anna.

Levando em conta a rotina corrida de muitas famílias, se for para as crianças ficarem sem supervisão na internet, os pais devem se certificar de que o programa é apropriado para a idade, se ausentando somente no tempo daquele programa, numa espécie de liberdade com assistência.

"A internet não deve ser usada como uma babá eletrônica por horas a fio. Isso trará um altíssimo custo para a relação entre pais e filhos, porque eles terão deixado de criar vínculos e pontos de convergência. Nesse caso, uma boa dica é incluir as crianças nas rotinas domésticas", afirma a psicóloga.

Conte também com a tecnologia

Em um mundo ideal, as crianças deveriam estar conectadas à internet apenas sob o olhar dos pais. Na vida real, no entanto, o tempo é cada vez mais escasso e poucos são os adultos que conseguem monitorar os pequenos tão de perto. Nesses casos, é possível instalar nos dispositivos, gratuitamente, ferramentas que verificam as páginas visitadas e bloqueiam certos conteúdos.

* Com informações da matéria: "Filhos e internet: os perigos da exposição", publicada em janeiro de 2020.

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