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Em Paris, Louboutin revela inspirações para sapatos mais desejados do mundo

Exposição Christian Louboutin Paris 2020 - Divulgação - Palais de la Porte Dorée
Exposição Christian Louboutin Paris 2020 Imagem: Divulgação - Palais de la Porte Dorée

Cristiane Capuchinho

Colaboração para Universa, em Paris

22/03/2020 04h00

Louboutin há muitos anos deixou de ser apenas um sobrenome e virou substantivo, sinônimo de luxuosos escarpins de solado vermelho que calçam os pés das mulheres mais bem-vestidas do mundo. Quase três décadas depois de abrir sua primeira loja em Paris, Christian Louboutin, 57, reúne duas centenas de criações e revela suas fontes de inspiração em uma exposição no museu Palais de la Porte Dorée.

A escolha do lugar não tem nada de ocasional. Vizinho do museu quando criança, foi no palácio art déco antigamente chamado de Museu Nacional de Artes Africanas e da Oceania que o jovem Louboutin descobriu a arte e também sua paixão. Um cartaz com o desenho de um sapato alto dos anos 1950 proibindo o uso do calçado dentro do museu para não estragar o piso de madeira chamou a atenção do garoto nos anos 1970. A partir daí, todos sabemos a história.

No seu baú, o estilista de sapatos mistura referências tão diversas quanto as ruínas do Egito, a pop art, o mobiliário medieval, um aquário tropical, o fotógrafo australiano Helmut Newton e o arquiteto Oscar Niemeyer. Para Louboutin, tudo inspira, tudo fascina.

Divulgação/Palais de la Porte Dorée
Imagem: Divulgação/Palais de la Porte Dorée

1. Maquereau

Em 1987, o estilista apresenta seu modelo Maquereau, o nome francês do peixe cavala. Os contornos arredondados do salto trazem movimento a esse sapato coberto pelo couro metalizado do peixe. A primeira criação de Louboutin é fotografada pelo próprio artista diante de sua inspiração, o Aquário Tropical do Palais de la Porte Dorée.

Divulgação - Palais de la Porte Dorée
Imagem: Divulgação - Palais de la Porte Dorée

2. Pensée

Influenciado por um quadro do papa da Pop Art Andy Warhol, em 1993 Louboutin cria seu sapato Pensée. A flor no alto dos modelos de cores explosivas não satisfaz completamente o artista, que busca algo a mais. Com um esmalte escarlate emprestado de uma de suas assistentes, ele pinta pela primeira vez o solado de um sapato. Nasce assim sua assinatura artística, aquilo que o tornará reconhecível (e desejado) em todo o mundo.

Divulgação - Palais de la Porte Dorée por Jean-Vincent Simonet
Imagem: Divulgação - Palais de la Porte Dorée por Jean-Vincent Simonet

3. Pigalle

Apaixonado pela noite parisiense e pelo ambiente das casas de show e prostíbulos que se multiplicam no bairro Pigalle, Louboutin lança em 2004 um escarpin de mesmo nome. Para manter a elegância, a proporção entre salto e sola deve ser sempre a mesma, independentemente do tamanho do calçado. Assim, um sapato 35 terá um salto menor que o de um sapato 39. O modelo clássico mostra que a beleza está nos detalhes.

Rerpodução
Imagem: Rerpodução

4. Nudes

Em um mercado em que o adjetivo "nude" era usado apenas para tons rosados, Louboutin traz diversidade e lança em 2013 sua coleção "Les Nudes", com sapatos em cinco tons diferentes de pele. O francês apresenta na nova paleta seus modelos clássicos para que mais mulheres possam usar um calçado na cor de sua pele e criar a ilusão de pernas mais longas. Em 2016, a coleção reeditada ganha duas novas cores.

Divulgação - Christian Louboutin
Imagem: Divulgação - Christian Louboutin

5. Louis Spikes

"As aparências muitas vezes enganam", lembra Louboutin. Em suas coleções, dezenas de sapatos ostentam espinhos metálicos ou plásticos, como o modelo Louis Spikes, apresentado em sua primeira coleção masculina, de 2009. Os espinhos, muitas vezes vistos como uma referência fetichista, têm origem, segundo o artista, em sua paixão pelo mobiliário e pelas armaduras medievais.

Divulgação/Palais de la Porte Dorée
Imagem: Divulgação/Palais de la Porte Dorée

6. Love Shoes

As sapatilhas "Love" nasceram de uma foto da princesa Diana em frente ao Taj Mahal em 1992. "Eu vi essa fota da princesa Diana tirada enquanto seu marido discursava. Ela parecia tão triste e entediada, pensei 'o que poderia fazê-la sorrir?'". Sua resposta foi um sapato preto com a palavra "Amor" em vermelho. O modelo foi reeditado em 2018.

** A exposição abriu as portas no final fevereiro e está prevista para continuar até 26 de julho. No momento, o museu está fechado devido às medidas de segurança tomadas pelo governo francês para conter o avanço da epidemia de coronavírus.

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