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Bancos criam canal de apoio para casos de violência contra mulher

As vítimas de violência poderão pedir realocação e mudança de horário - Getty Images
As vítimas de violência poderão pedir realocação e mudança de horário Imagem: Getty Images

De Universa

11/03/2020 17h04

A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) estabeleceu, em conjunto com 236 entidades sindicais, uma série de medidas para combater a violência contra as mulheres que trabalham no setor. A partir de hoje, bancos de todo o país vão oferecer um canal de apoio para tratar de questões relacionadas à violência familiar e doméstica contra as bancárias.

Murilo Portugal, presidente da Fenaban, declara que a criação da norma coletiva foi incentivada pelo número de casos de agressão física, sexual, moral, patrimonial, psicológica e até mesmo virtual contra mulheres. "É uma causa que deve ser de toda a sociedade, e o setor bancário está dando sua contribuição para ajudar a romper o ciclo deste tipo de violência."

A norma foi instaurada por meio de um aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho, e prevê uma série de medidas de conscientização dos funcionários das instituições financeiras. Um comunicado interno será enviado em cada banco para informar sobre os tipos de violência doméstica, assim como as condutas que podem ser adotadas em casos de denúncia - por exemplo, quais órgãos públicos ou entidades privadas a vítima deve procurar.

A funcionária que passar por violência pode, ainda, solicitar realocação para outra unidade do banco ou mudança de horários de entrada e saída, com a garantia de sigilo sobre a transferência para que o agressor não fique a par da sua rotina. Cada instituição pode, também, oferecer uma linha especial de crédito/financiamento para a denunciante.

Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, conta que a demanda pelo aditivo partiu dos sindicatos: "Muitas bancárias vítimas de violência doméstica procuram orientação dos sindicatos. A assinatura deste acordo é um grande avanço, mostra que estamos atentos a essa questão e vai possibilitar o atendimento destas demandas, que hoje não são atendidas."

Violência contra a mulher