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O que é ser princesa hoje? Exposição debate sonhos de meninas pelo mundo

Luisa Dörr
Imagem: Luisa Dörr

Ana Bardella

De Universa

06/03/2020 04h00

Se antigamente ser uma princesa significava usar rosa, ter uma postura delicada ou ser salva por um príncipe, hoje as novas gerações se apropriam de forma diferente da palavra. A própria Walt Disney, famosa pelas histórias de românticas, ampliou o foco dos filmes e passou a criar princesas contemporâneas cujos dilemas saem do mundo fantasioso e se aproximam da realidade.

"Sou princesa, sou real" é o tema da exposição que a empresa traz ao Brasil, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Gratuita, ela permanece em cartaz de hoje (6) ao dia 26 de março no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo. No espaço estão expostas 39 fotografias feitas por 23 fotógrafas de diferentes países.

Entre elas está a brasileira Luisa Dörr, que atualmente mora na Austrália. Ela fotografou a surfista Sol Carrion, que agora tem 14 anos. Ao projeto, Sol declarou que o seu sonho é se tornar a primeira surfista campeã mundial do Brasil.

Bastidores da fotógrafa Luisa Dörr com Sol Carrion - Divulgação  - Divulgação
Bastidores da fotógrafa Luisa Dörr com Sol Carrion
Imagem: Divulgação

Além das fotos, também estão sendo expostos dois curta-metragens produzidos por garotas brasileiras há dois anos. O tema principal de ambos é a inclusão de gênero.

O vídeo de Alyssa Gandini, de 23 anos, foi uma entrevista com a chef de cozinha Paola Carosella. Alyssa, que é formada em cinema, declara: "A princesa de hoje se assemelha muito mais a uma super-heroína do que a uma vítima. Super-heroínas também têm seus pontos fracos. Isso envolve dizer que você pode ser incrível, maravilhosa, empoderada e ser assertiva nas suas escolhas e na sua fala, mas é sempre um ser humano. Ninguém precisa ser super o tempo todo".

Já a produção de Luiza Yoshida, de 18 anos, foi com a skatista Karen Jonz. "Antes do projeto eu já jogava futebol, já carregava uma representatividade feminina dentro de um universo predominantemente masculino. É difícil em uma situação como essa não querer ser feminista, não abraçar essa causa", diz. Na época em que produziu o curta-metragem, ela estava no terceiro ano do ensino médio.

Outra menina envolvida no "Sou princesa, sou real" é Helena Branco, teen advisor da Girl Up, uma iniciativa da Fundação das Nações Unidas. Os filmes surgiram a partir de uma ação global para capacitação de jovens aspirantes a cineastas, em parceria com o programa, que incentiva a liderança feminina. Helena, que estudou a maior parte da tempo em escolas públicas, passou a se interessar pelo movimento feminista na pré-adolescência. Hoje frequenta eventos promovidos pela ONU ao redor do mundo em busca da igualdade de gênero.

"Desde pequena eu observava as dinâmicas de gênero e como elas eram injustas para as mulheres. Eu via uma liderança feminina forte dentro da minha casa, pois fui criada por mulheres. Mas lá fora eram homens de terno. Eles estão no Congresso, ocupando posições de chefes, de destaque. Então comecei a pesquisar como eu poderia mudar isso, e foi assim que cheguei na posição na qual estou hoje", relembra.

Veja a seguir parte das obras que estão sendo expostas no Museu:

Fotos da exposição "Sou princesa, sou real"

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