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70% das mulheres evitam compromissos quando estão menstruadas, diz pesquisa

Segundo o estudo, as mulheres levam até três anos para dizer ao médico que têm fluxo intenso - iStock
Segundo o estudo, as mulheres levam até três anos para dizer ao médico que têm fluxo intenso Imagem: iStock

De Universa, em São Paulo

05/03/2020 04h00

Cólica, indisposição, vazamentos... A menstruação tem impactos diferentes nas mulheres, mas uma pesquisa realizada pela Bayer descobriu que 70% delas evitam ou já evitaram atividades sociais durante o período menstrual.

O estudo entrevistou mil mulheres em cinco países — Canadá, Estados Unidos, França, Rússia e Brasil — e concluiu que o fluxo intenso preocupa 80% delas, enquanto duas a cada três já viveram situações constrangedoras por conta do sangramento.

O problema, segundo o ginecologista Agnaldo Lopes, é que a maior parte das mulheres não vê o fluxo intenso como um assunto relevante a ser discutido no consultório médico.

"Alguns sinais que indicam que a mulher sofre de sangramento uterino anormal são a duração da menstruação por mais de oito dias, necessidade de troca de absorventes a cada duas horas no máximo ou do uso de absorvente interno ao mesmo tempo que o comum e preocupação constante com vazamentos", explica.

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Segundo o estudo, as mulheres levam até três anos para dizer ao médico que têm fluxo intenso — fator que leva à demora no diagnóstico de uma eventual anormalidade.

O quadro é mais alarmante no Brasil: 32% das brasileiras disse se sentir desconfortável em relação ao excesso de sangramento, enquanto apenas 23% das mulheres de outros países se sentem da mesma forma.

Com isso, mais da metade das entrevistadas (54%) que afirmaram ter os sintomas de SUA nunca foram diagnosticadas ou tratadas.

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