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Erika Januza diz que cabelo mais curto ajuda a representar mais mulheres

Erika Januza de cabelo curtinho - Reprodução/Instagram
Erika Januza de cabelo curtinho Imagem: Reprodução/Instagram

De Universa, em São Paulo

02/03/2020 16h17

A atriz Erika Januza está no ar em "Amor de Mãe", da TV Globo, e, aos 34 anos, fala sobre a aceitação da texto natural do seu cabelo, a representatividade da mulher negra e a síndrome do impostor que enfrentou.

Foi ela quem decidiu cortar o cabelo e assumir a textura natural dele para ver a tenista Marina em "Amor de Mãe". "A ideia veio de um desejo genuíno de poder representar mais mulheres", disse à Glamour, revista da qual é capa neste mês.

Erika contou que nunca havia falado sobre racismo em casa, embora ela e a família se entendessem como negros, e tomou contato com o assunto quando chegou ao Rio e precisou cortar o cabelo para um papel. "Olhando para trás, consigo identificar vários momentos de preconceito, mas não era parte da minha realidade. Até então, nunca havia sido uma questão para mim", confessou.

"Usava um aplique liso até a cintura. Naquele momento, entendi que não sabia como era meu próprio cabelo", relatou. "Foi por meio da descoberta da minha imagem e da minha beleza real que comecei a estudar sobre negritude.

Erika passou a entender e a lidar melhor com temas caros a ela, como a solidão da mulher negra e o preconceito contra casais inter-raciais, durante um processo de coach. Foi então que surgiu a vontade de falar mais sobre essas questões. "Já passei por situações em que acham que eu era 'acompanhante' de gringo", disse.

O processo de coaching ajudou Erika a lidar com uma questão que vinha atrapalhando seu desempenho nos testes: a síndrome do impostor. "O problema é que quando estamos mal, a síndrome do impostor ataca e sempre achamos que não somos boas o suficiente", explicou.

"Nesta situação, sabe qual é a chance de um próximo teste ser ruim? Cem por cento", afirmou Erika.

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