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Álcool na gravidez pode afetar desenvolvimento cerebral do bebê, diz estudo

Pesquisa da Universidade de Bristol revisou 23 artigos sobre consumo de bebidas alcoólicas na gestação - iStock
Pesquisa da Universidade de Bristol revisou 23 artigos sobre consumo de bebidas alcoólicas na gestação Imagem: iStock

De Universa

29/01/2020 12h42

Ingerir bebidas alcoólicas durante a gravidez pode afetar a formação cerebral do bebê e prejudicar o desenvolvimento cognitivo da criança após o nascimento, afirma um novo estudo sobre o tema divulgado nesta quarta-feira (29) pela Universidade de Bristol, na Inglaterra.

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após estudarem minuciosamente 23 estudos publicados sobre o tema. Também encontraram referência de que o consumo de álcool na gestação pode levar o bebê a nascer com um peso menor do que o ideal.

De acordo com a pesquisadora Luisa Zuccolo, líder do estudo e professora sênior de epidemiologia na Escola de Medicina de Bristol Medical School, as evidências em relação aos danos que bebidas podem causar às crianças antes e depois do nascimento. "Nossa pesquisa é a primeira a analisar toda a gama de estudos sobre o assunto", afirmou.

"Levamos em conta uma variedade de abordagens e resultados. O trabalho confirma o consenso científico atual: que o consumo de álcool durante a gravidez pode afetar as habilidades cognitivas da criança mais tarde na vida, incluindo sua educação. Também pode levar a um menor peso ao nascer", diz Luisa.

A professora ainda reitera uma orientação da entidade médica do Reino Unido de que a alternativa mais segura deve ser a abstinência de álcool durante toda a gestação. "Essa mensagem é mais importante do que nunca dada a pesquisa recente que mostra que a indústria do álcool divulga informações confusas sobre as reais implicações para a saúde relacionadas a beber durante a gravidez ".

O estudo atual contraria outro divulgado também pela Universidade de Bristol em 2017, afirmando que até dois drinques por semana não causariam danos ao feto.

No Brasil, a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) é taxativa ao insistir pelo consumo zero. A orientação é de que mesmo mulheres que estão tentando engravidar já deixem de beber. Segundo a SBP, 50% das brasileiras ingerem alguma dose de álcool na gestação. A orientação é a mesma para o período de amamentação.