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Florista é morta por ex em frente ao trabalho; ele tentou suicídio

Regiane Fernandes Farias  - Arquivo Pessoal
Regiane Fernandes Farias Imagem: Arquivo Pessoal

Bruna Alves

Colaboração para Universa

19/01/2020 13h10

Uma mulher de 39 anos foi baleada ao menos três vezes, na manhã de ontem, quando chegava para trabalhar em uma floricultura no bairro Carandá Bosque, em Campo Grande (MS).

Regiane Fernandes Farias chegou a ser socorrida com vida à Santa Casa da cidade, onde passou por uma cirurgia, mas teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. De acordo com a Polícia Civil, o autor do crime é Suetonio Pereira Ferreira, 57, ex-namorado da vítima.

Tiros na frente do trabalho

Segundo testemunhas, ao chegar para trabalhar na manhã de ontem, a vítima foi surpreendida pela presença do ex namorado, que imediatamente efetuou vários disparos. Em seguida, o dono da floricultura em que ela trabalhava ouviu o barulho e chamou a polícia.

Ao chegar ao local, a polícia encontrou os dois caídos na rua, ela com ao menos três tiros na região do peito, e ele com um tiro no próprio ouvido. De acordo com a polícia, depois de atirar na ex-namorada, o autor tentou tirar a própria vida.

Ele também foi socorrido à Santa Casa, e não corre risco de morrer. Segue internado com escolta policial e, assim que tiver alta, será encaminhado para um presídio local.

Brigas e agressões

Segundo amigos da florista, motivada por brigas e agressões, Regiane havia terminado o namoro com Ferreira há cerca de três meses. No entanto, ele não se conformava com o fim do relacionamento.

Em depoimento à polícia, uma testemunha disse que ela chegou a receber uma ligação ontem informando que Ferreira havia comprado uma arma e iria tentar matá-la.

"Só vivia com sorriso no rosto", diz amigo de vítima

Inconformados, amigos da vítima esperam por justiça. "Apenas queremos que ele pague por tudo. Ela era uma pessoa incrível, só vivia com o sorriso no rosto, nunca achava ela triste. Não dependia de ninguém. Uma mulher que não tenho nem palavras", disse um amigo que pediu para não ser identificado.

"Ela era minha amiga, uma pessoa maravilhosa. Livre de preconceito, honesta, defensora dos direitos humanos, guerreira. Uma perda imensa para mim. Eu quero que ele pague pelo que ele fez", desabafa Alesson Gonçalves, 28, amigo da vítima.

Abalados, familiares preferiram não conversar com a imprensa.

Para o delegado geral adjunto da Polícia Civil, Adriano Garcia, não há dúvidas sobre a autoria, mediante as provas e testemunhas. "Esse é um tipo de crime em que a autoria está definida, então não tem diligência a ser feita. Ele foi autuado em flagrante, e mesmo que ele esteja sendo socorrido no hospital, é feito a lavratura sem a oitiva do autuado. E agora realmente é só juntado de laudos para a conclusão da investigação", explica Garcia.

Ao receber alta médica, Ferreira ainda deverá ser ouvido pela polícia. O caso foi registrado como feminicídio, violência doméstica e familiar, e suicídio tentado. A conclusão será feita pela Delegacia de Defesa da Mulher de Campo Grande (DEAM). Ainda não há informações sobre o velório e enterro de Regiane.

Violência contra a mulher