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Ana Cañas se mostra nua no espelho: 'A foto me liberta de alguns demônios'

Ana Cañas, nua no banheiro - Reprodução/ Instagram
Ana Cañas, nua no banheiro Imagem: Reprodução/ Instagram

Colaboração para o Universa

17/01/2020 21h05

Ana Cañas postou hoje, no Instagram, uma selfie em que aparece totalmente nua (com riscos para cobrir as partes íntimas), no espelho do banheiro. A cantora, que é ativa militante pelo feminismo, propôs uma reflexão a partir da foto.

No texto que acompanha a imagem, Ana disse que tem consciência de que a foto não vai "derrubar o patriarcado" e que sabe que é "magra" e "padrão".

"Tenho consciência da pressão estética e da gordofobia, da luta por direitos e acessos, na sociedade. Estou aprendendo todo dia", disse.

Ela afirmou, ainda, que sofreu assédio por ter um corpo padrão e que ficou traumatizada, antes de restabelecer sua saúde "mental e sexual".

"Passei a vida toda cobrindo meu corpo com medo de mais violência? Com certeza. Foi uma conquista andar de shorts na rua? Foi".

"A foto me liberta de alguns demõnios que me habitam? Sim, mas ela não altera os privilégios dos homens. Vai ser usada para punhetas? Talvez. Luto pela desobjetificação? Luto. A ultrassexualização dos corpos é uma ferramenta de controle e opressão patriarcal? É. Quero biscoito? Quero", escreveu, propondo um diálogo para entender a questão.

Mais cedo, em outro post, a cantora defendeu que aliar o empoderamento à nudez é um "equívoco".

"A nudez é uma conquista, uma ferramenta de autoaceitação e uma dialética com a própria imagem", escreveu. "Empoderamento é outro rolê, pois a luta é coletiva (vai além do espectro da individualidade) e a palavra 'empoderamento' pressupõe mudanças nas estruturas de poder. O equívoco é aliar as duas coisas".

essa foto vai derrubar o patriarcado? não. posso postar? posso. devo postar? devo, se assim desejar ou quiser. sou magra e padrão? sou. tenho consciência da pressão estética e da gordofobia - luta por direitos e acessos, na sociedade? tô aprendendo todo dia. sou branca? sou (consciente de que vivo numa sociedade racista e que me tornar uma aliada na luta antirracista é fundamental >> não existe feminismo sem intersecção). sofri assédio muito cedo por ter um corpo padrão (meu corpo foi sexualizado sem eu nem conhecer sexo)? provavelmente. fiquei traumatizada e demorei para restabelecer minha saúde mental e sexual? sim. passei a vida toda cobrindo meu corpo com medo de mais violência? com certeza. foi uma conquista andar de shorts na rua? foi. a foto me liberta de alguns demõnios que me habitam? sim, mas ela não altera os privilégios dos homens. vai ser usada para punhetas? talvez. luto pela desobjetificação? luto. a ultrasexualização dos corpos é uma ferramenta de controle e opressão patriarcal? é. quero biscoito? quero. tudo bem querer biscoito? bom... noix é ser humano. somos livres para fazer o que quisermos? ainda não, mas lutamos por isso. sofremos violência por andarmos como desejarmos? sim. o assunto é complexo? fodamente. vamos dialogar e entender juntxs? vamoooossssss. o quadro tem a ver com a imagem? coincidência louca que eu amo. minha gata manda beijos pra vocês? muitos muitos muitos ??

Uma publicação compartilhada por Ana Cañas (@ana_canas) em

Direitos da mulher