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Jovem morre com tiro na cabeça; namorado é preso e diz que foi roleta-russa

Gabrielly Miranda, 18, morreu com um tiro na cabeça - Reprodução/Facebook
Gabrielly Miranda, 18, morreu com um tiro na cabeça Imagem: Reprodução/Facebook

Jéssica Nascimento

Colaboração para Universa, em Brasília

14/01/2020 17h57Atualizada em 14/01/2020 22h50

Uma estudante de 18 anos morreu após levar um tiro na cabeça durante a madrugada de hoje, na QR 425 de Samambaia (DF), a cerca de 25 km de Brasília. De acordo com a Polícia Militar, o namorado da vítima disse que o casal estava brincando de roleta-russa e que ele disparou na cabeça dela. Gabrielly Miranda morreu na hora. Leonardo Pereira, 31, acionou a PM após a morte da namorada e foi preso.

A roleta-russa é uma ação em que se coloca apenas uma bala no tambor do revólver e são feitos disparos, em direção a alguém, sem saber em qual posição está o projétil.

O caso está sendo investigado pela 26ª Delegacia de Polícia. No local, Leonardo contou que ele e Gabrielly passaram a madrugada bebendo. Quando estava amanhecendo, o casal decidiu "brincar" de roleta-russa com um revólver calibre 38.

A mulher, segundo o suspeito, teria colocado o revólver na perna e atirado. A arma teria falhado e Gabrielly entregou-a para Pereira.

"Aqui na delegacia, o Leonardo contou que apontou a arma para a cabeça da companheira e apertou o gatilho, porém acreditava que a arma não iria disparar", afirmou o delegado José Eduardo, que disse não acreditar na história de Leonardo. O caso está sendo investigado como feminicídio e porte ilegal de arma de fogo.

Leonardo Pereira já têm passagens na polícia por violência doméstica, porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.

A mãe de Gabrielly, Wildiane Silva, disse a Universa que também já namorou Leonardo, há cinco anos, e que o rapaz tinha muito ciúme da vítima.

"Dois anos depois que terminamos, eles começaram a namorar. Ela queria terminar o namoro, voltar para a igreja. Ele era muito ciumento com ela", disse a mulher. "O que quereremos é justiça.'

O velório de Gabrielly será amanhã, no cemitério Taguatinga-DF.

Uma vizinha que mora na rua onde aconteceu o crime disse que ouviu o disparo de madrugada. A mulher preferiu não se identificar, porque segundo ela, a região é violenta.

"Moro em um apartamento na mesma quadra. Acordei com o disparo. Aqui, infelizmente existe muita violência. Gangues, assassinatos, roubos", disse.

Amigos dizem que Gabrielly sofria ameaças

Nas redes sociais, a última publicação da jovem foi o compartilhamento de uma reportagem que diz que quem ama não agride. Nos comentários, amigos comentaram sobre o crime e disseram que a estudante sofria ameaças do namorado.

"Quem conhece sabe. Ele fez isso porque quis. Sempre a ameaçou, a família e amigos também. A família dele sempre soube de tudo e nunca fizeram nada. Não teve nada de roleta russa, ela tinha medo dele porque nunca aceitava o fim", escreveu a amiga da jovem.

Segundo a amiga, a estudante pediu ajuda varias vezes. Porém, o suspeito obrigava a vítima a parar de falar com as amigas.

"Ela estava bem e feliz, não sei porque voltou para ele. Esse homem sempre a perseguia até que chegou nesse ponto", diz um trecho do comentário.

Violência contra a mulher