PUBLICIDADE

Topo

Mães e filhos

Filho de Thammy pode ser a cara do pai, mesmo com esperma doado; entenda

Thammy Miranda e Andressa optaram pela fertilização in vitro - Reprodução / Instagram
Thammy Miranda e Andressa optaram pela fertilização in vitro Imagem: Reprodução / Instagram

Ana Bardella

De Universa

10/01/2020 04h00Atualizada em 10/01/2020 09h13

O casal Thammy Miranda e Andressa Ferreira anunciou na quarta o nascimento do filho Bento, que é fruto de uma fertilização in vitro. Eles ainda não divulgaram fotos do bebê, mas, de acordo com o que Thammy declarou meses atrás, é possível que a criança seja muito parecida com o pai, ainda que não haja relação sanguínea entre os dois — uma vez que o embrião foi gerado a partir de um doador de espermas. Como isso é possível? O casal optou por fazer a fertilização em uma clínica dos EUA que analisa os traços do futuro pai e encontra o doador mais fisicamente parecido com ele.

"Nesse banco que a gente escolheu tem um negócio chamado 'Facemask', guiado pelos pontos do rosto. Tem o ponto da sobrancelha, olho, nariz, boca e maxilar. Pegamos um doador com pontos até 95% parecidos com meus pontos. Ou seja: vai ser lindo se puxar a mim", disse Thammy durante a gestação.

De acordo com a ginecologista e obstetra Karina Tafner, especialista em reprodução humana e assistida, no Brasil também é possível escolher características físicas do doador, mas não com a mesma precisão do que no exterior. "Como no Brasil as leis determinam que o doador seja anônimo, é possível saber características físicas como as cores dos olhos, da pele e do cabelo, além da altura. Também costumam incluir nas fichas informações adicionais, tais como hobbies dos candidatos ou fotos de quando eles eram pequenos. Mas, como nos EUA é permitido saber a identidade da pessoa, o casal pode ver fotos atuais, o que ajuda a saber se o doador é ou não parecido com o futuro pai", detalha.

Fertilização in vitro

A profissional relembra como é o processo de fertilização in vitro. "A primeira etapa é a estimulação ovariana: nela, a mulher recebe doses de hormônio diárias durante 8 a 12 dias. Isso faz com que o ovário, que normalmente manda apenas um óvulo por mês para ser fecundado, libere uma quantidade maior. Em seguida, é marcada a retirada desses óvulos em laboratório: a mulher é sedada e, com o auxílio de uma agulha, o médico aspira os óvulos. Em seguida eles são limpos e preparados para serem fecundados.

Nesta etapa, o sêmen do doador, que foi coletado por meio da masturbação masculina, são colocados junto aos óvulos. Depois de 3 a 5 dias os profissionais checam se os embriões foram formados. Por último, é feita a transferência dos embriões existentes para dentro do útero.

A gravidez só é confirmada se um ou mais deles aderirem à parede do órgão. Hoje, a técnica é o principal meio para casais homoafetivos ou que enfrentam problemas de fertilidade conseguirem gerar uma criança".

Mães e filhos