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Micropigmentação de mamilos é solução para reconstrução mamária. Entenda

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Imagem: iStock

Paula Roschel

Colaboração para Universa

06/01/2020 04h00

A técnica de micropigmentação, já bem difundida para aumentar discretamente o tamanho dos lábios ou realçar a sobrancelha, tem sido também utilizada na região dos seios. Essa espécie de maquiagem pode ter tanto função estética, para que quer deixar os mamilos mais simétricos, quanto para reconstruir visualmente um mamilo retirado em acidentes ou cirurgias como as de reconstrução da mama — comuns em casos de câncer.

O número de procedimentos de reconstrução mamária cresceu 76,9%, entre 2010 e 2017, segundo dados do Ministério da Saúde. Quando o mamilo precisa ser retirado, o desenho da área por meio de pigmentos artificiais parecidos com os de tatuagem ajuda a devolver confiança às mulheres.

"A cirurgia de reconstrução da mama não tem apenas um valor estético, é fundamental para a qualidade de vida e autoestima da paciente", explica Bruno Herkenhoff, cirurgião plástico diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, do Rio de Janeiro.

Como a técnica de micropigmentação de aréolas funciona?

Segundo Deise Damas, especialista em micropigmentação, do Rio de Janeiro, o pigmento usado no procedimento é específico para a região, diferente das usadas em tatuagens. "Ele é depositado em uma camada bem superficial da pele. O trabalho é realístico e simula a forma do mamilo. Pode ser feito quando há uma parte dele ali, de forma estética, ou não. Nesse caso, é chamada de micropigmentação para reconstrução. Em casos de câncer, é necessária a liberação do médico para prosseguir", explica.

A técnica é realizada em três etapas. "Primeiro, avalia-se a cliente, para alinhar as expectativas e analisar as condições de pele", explica Lu Rodrigues, especialista em micropigmentação e empresária à frente da Lu Make Up, de São Paulo. Caso o paciente não tenha restrições médicas, o procedimento é realizado em uma sessão de até duas horas.

"Já o retoque final, que ocorre no primeiro ou segundo mês após a realização da micropigmentação, é o momento em que o profissional analisa a recuperação do organismo do paciente e efetua possíveis reparos", completa Lu. O efeito tem duração de oito meses a um ano. Ou seja, retoques deverão ocorrer periodicamente, para manter a força da coloração que vai se perdendo ao longo do tempo, com a renovação da pele.

Antes ou depois do tratamento oncológico?

"Para as pacientes que fazem a mastectomia com reconstrução, a micropigmentação pode ser realizada no momento em que a mulher desejar. Mas a radioterapia pode atrapalhar o resultado estético, já que provoca uma descamação da pele sobre a mama, podendo retirar o pigmento", explica Dra. Livia Conz, mastologista do Hospital de Amor, de Campinas.

Também não há contraindicação médica para micropigmentação para fins estéticos, para pacientes sem o câncer. A técnica não influencia no resultado de exames de mamografia ou ultrassonografia.

Tratamento gratuito

As profissionais Deise Damas e Lu Rodrigues promovem micropigmentações de aréolas gratuitamente, para pessoas que não podem arcar financeiramente com o procedimento.

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